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Climeworks enfrenta desafios e demissões enquanto tenta escalar captura de carbono

Climeworks demite 20% da equipe e enfrenta críticas por baixa capacidade de captura de carbono, enquanto futuro de planta na Louisiana é incerto.

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A Climeworks, uma empresa suíça que captura carbono do ar, anunciou que demitirá 20% de seus funcionários devido a incertezas econômicas e mudanças nas políticas climáticas. A empresa opera duas grandes plantas na Islândia, mas enfrenta críticas por não estar funcionando em sua capacidade máxima. Desde a abertura de sua planta Orca em 2021, a Climeworks nunca capturou mais de 1.700 toneladas de carbono em um ano, enquanto sua planta Mammoth, inaugurada no ano passado, removeu apenas 805 toneladas até agora. A empresa depende da venda de créditos de carbono para gerar receita, mas a falta de regulamentação torna difícil para as empresas verem um incentivo em limpar suas emissões. Além disso, a Climeworks ainda não consegue compensar suas próprias emissões de carbono, o que levanta preocupações sobre a eficácia da tecnologia de captura direta de ar. A empresa está tentando expandir suas operações, incluindo um novo projeto na Louisiana, mas a incerteza política nos Estados Unidos pode afetar esses planos.

Climeworks, uma empresa suíça de captura direta de ar, anunciou a demissão de 20% de sua força de trabalho devido a incertezas econômicas e mudanças nas políticas climáticas. A decisão foi comunicada em maio de 2025, em meio a críticas sobre a operação abaixo da capacidade máxima de suas plantas na Islândia.

As instalações da Climeworks, conhecidas como Orca e Mammoth, funcionam como grandes aspiradores, removendo carbono da atmosfera. A Orca, inaugurada em 2021, tem capacidade para remover até 4 mil toneladas de carbono por ano, mas nunca capturou mais de 1.700 toneladas anualmente. A Mammoth, aberta em 2024, pode retirar até 36 mil toneladas, mas até agora removeu apenas 805 toneladas.

A empresa enfrenta desafios adicionais em seus planos de expansão nos Estados Unidos. Um novo projeto na Louisiana, que recebeu 50 milhões de dólares do governo Biden, está em risco devido a cortes de financiamento climático sob a administração Trump. A Climeworks afirma que as dificuldades são normais em um setor emergente e que a trajetória futura será positiva.

Críticos apontam que a empresa não está compensando suas próprias emissões de carbono, já que a poluição gerada por suas operações supera a quantidade de carbono removida. A Climeworks defende que suas plantas já removem mais carbono do que produzem e que as emissões corporativas se tornarão irrelevantes à medida que a capacidade das plantas aumentar.

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