Eliseu Martins, contador e ex-executivo do Itaú, fez um acordo com o banco para encerrar processos relacionados a pagamentos por serviços não prestados. Ele já havia devolvido R$ 1,5 milhão e agora concordou em pagar mais R$ 2,5 milhões. O Itaú também desistiu de processar seus filhos, que não estavam envolvidos no caso. Martins reconheceu que tinha uma “sociedade de fato” com Alexsandro Broedel, ex-diretor financeiro do banco, onde ele ficava com 60% dos ganhos e Broedel com 40%. O Itaú alega que Martins e Broedel cometeram fraude ao não entregar pareceres contábeis pagos. Martins afirma que não sabia que Broedel estava autorizando esses pagamentos e que sua relação com o banco sempre foi baseada em sua competência. O Itaú, por sua vez, diz que a confissão de Martins confirma suas investigações internas e que continuará processando Broedel.
O contador Eliseu Martins firmou um acordo com o Itaú Unibanco para encerrar processos judiciais que o banco movia contra ele e o ex-diretor financeiro Alexsandro Broedel. Martins concordou em pagar R$ 2,5 milhões e já havia devolvido R$ 1,5 milhão por serviços não prestados.
O Itaú acusou Martins e Broedel de fraude após identificar pagamentos por pareceres contábeis que não foram entregues. O banco entrou com ações judiciais exigindo a devolução de R$ 10 milhões por serviços não realizados. O caso veio à tona em dezembro de 2022, após a saída de Broedel da diretoria.
Acordo e Reconhecimento
No acordo, Martins reconheceu que manteve uma “sociedade de fato” com Broedel, onde ele ficava com 60% dos honorários e Broedel com 40%. O Itaú desistiu de processar os filhos de Martins, que não estavam envolvidos na sociedade. Martins afirmou que desconhecia quem aprovava os pagamentos no banco e que sua relação com a instituição é de mais de quarenta anos.
O Itaú, por sua vez, destacou que a confissão de Martins comprova as apurações internas que levaram às ações judiciais. O banco reafirmou seu compromisso com a ética e a governança, e continuará as ações contra Broedel.
Defesa de Martins
Em sua defesa, Martins declarou que não tinha conhecimento de pagamentos por serviços não prestados e que sempre atuou com base em sua capacidade profissional. Ele também ressaltou que as contratações foram fundamentadas em sua expertise reconhecida pelo Itaú.
O ex-executivo Broedel, que aguarda movimentação interna do Santander para assumir um novo cargo, ainda não se manifestou sobre o acordo. O Itaú segue com as ações judiciais em curso contra ele.
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