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Franqueados da Cacau Show relatam dificuldades financeiras e cobranças abusivas

Franqueados da Cacau Show denunciam taxas abusivas e falta de suporte, gerando insatisfação e dificuldades financeiras.

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Franqueados da Cacau Show estão insatisfeitos com taxas que consideram abusivas e problemas financeiros. Eles relatam a cobrança de uma nova taxa chamada “taxa do cacau”, além de dificuldades com consultores da empresa e um sistema de pedidos que não funciona bem. Muitos franqueados afirmam estar endividados e enfrentando ameaças de multas. Um deles, por exemplo, disse que ficou um ano sem receber produtos porque não pagou essa taxa, mas continuou a ser cobrado pelos royalties. A taxa do cacau foi imposta em 2024, quando o preço do cacau subiu, e os franqueados alegam que não estava prevista no contrato. A Cacau Show nega a existência dessa taxa, mas admite que os preços aumentaram devido ao mercado. Além disso, os franqueados reclamam de taxas de publicidade que não têm clareza sobre como são usadas e de um sistema que envia produtos sem que eles tenham solicitado. A empresa diz que essas práticas são necessárias para manter a padronização das lojas. Os consultores, segundo os franqueados, muitas vezes se comportam de forma abusiva, afirmando que eles não têm controle sobre suas lojas. A Cacau Show defende seus consultores, dizendo que eles ajudam os franqueados a crescer. Apesar do sucesso da marca, muitos franqueados sentem que as promessas de lucro não se concretizam, resultando em frustração e prejuízos.

A Cacau Show, a maior rede de chocolates finos do mundo, enfrenta uma onda de críticas de franqueados devido a taxas consideradas abusivas e dificuldades financeiras. Recentemente, relatos indicam a imposição de novas taxas, como a taxa do cacau, e práticas abusivas por parte de consultores da empresa.

Franqueados relatam problemas graves, como dívidas que chegam a R$ 2 milhões e ameaças de multas. Um franqueado do Rio Grande do Sul compartilhou uma conversa com um consultor, que se recusou a negociar o parcelamento de contas após enchentes. A franqueada Náira Alvim Passionoto, que abriu uma loja em Rancharia, afirma que ficou um ano sem receber produtos por se recusar a pagar a nova taxa. Ela é autora de uma trilogia sobre sua experiência como franqueada, onde critica a cobrança de taxas sem retorno.

A taxa do cacau, introduzida em 2024, gerou descontentamento. Franqueados afirmam que ela não estava prevista nos contratos e que a Cacau Show não permitiu ajustes nos preços dos produtos. A empresa, por sua vez, nega a existência da taxa, mas justifica o aumento de preços devido à alta do cacau.

Queixas sobre o sistema de pedidos

Além das taxas, franqueados criticam o sistema MinSet, que sugere pedidos sem considerar o mercado local. Um ex-franqueado relatou receber mais de 1.500 ovos de chocolate menos de 48 horas antes da Páscoa, sem possibilidade de devolução. A Cacau Show reconhece atrasos, mas afirma que os franqueados não são proibidos de recusar entregas.

Consultores da Cacau Show também são alvo de críticas por comportamentos considerados abusivos. A empresa defende que esses profissionais têm um papel importante no suporte às lojas. Entretanto, a associação de franqueados argumenta que o crescimento da rede não foi acompanhado por um aumento na estrutura de apoio, resultando em frustração e prejuízos financeiros.

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