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Tarifas elevadas buscam proteger a indústria têxtil da América Latina contra a China

Tarifas elevadas na América Latina visam proteger indústrias têxteis locais da concorrência de gigantes como a Shein, que busca parcerias na região.

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A Shein, uma grande varejista de moda chinesa, está buscando parcerias na América Latina para melhorar sua infraestrutura, enquanto países como México e Colômbia impõem tarifas para proteger suas indústrias têxteis. Essas tarifas visam incentivar a produção local e conter a entrada de produtos chineses, que têm preços baixos e atraem consumidores. A Shein, que utiliza um modelo de negócios que produz apenas o que é vendido, enfrenta desafios na região, como regulamentações e logística, mas também vê oportunidades para gerar empregos e estimular a economia digital. No México, a empresa está fortalecendo o comércio local através de parcerias, enquanto a Colômbia adotou tarifas altas sobre roupas importadas, resultando em um aumento na produção local. No Brasil, a situação é complicada, pois as tarifas para produtos têxteis importados são muito menores para e-commerces estrangeiros, o que prejudica a indústria nacional. A Argentina, por outro lado, está reduzindo tarifas para aumentar a competitividade, mas isso pode ameaçar ainda mais o setor local. A situação é crítica, com muitos empregos perdidos e a indústria lutando para se manter diante da concorrência desleal.

A crescente competição de varejistas de moda chineses, como a Shein, está impactando a indústria têxtil na América Latina. Países como Brasil, México e Colômbia implementaram tarifas para proteger suas produções locais. A Shein, que foi avaliada em US$ 66 bilhões em 2023, está avaliando parcerias na região para melhorar sua infraestrutura.

As tarifas adotadas visam incentivar o “made in Latin America” e conter a entrada de produtos chineses. A Shein, que utiliza um modelo de negócios on demand, produz apenas o que é vendido, reduzindo estoques e custos. O porta-voz da marca, Patrick Lassauze, afirmou que a empresa busca adaptar-se à demanda local e otimizar prazos de entrega.

No México, o governo intensificou medidas para controlar importações, estabelecendo tarifas de 35% sobre produtos prontos e 15% sobre têxteis. A Shein firmou parcerias, como com a T1 Comercios do Grupo Carso, para fortalecer o ecossistema local. Em contrapartida, a indústria têxtil mexicana perdeu cerca de 79 mil empregos nos últimos anos, com um PIB do setor em queda de 4,8% ao ano.

Na Colômbia, tarifas de 40% sobre roupas importadas ajudaram a aumentar a fabricação local. Guillermo Elías Criado, presidente da Câmara Colombiana de Vestuário, destacou que as tarifas nivelaram o campo de jogo, mas o contrabando e a concorrência de plataformas digitais ainda são desafios.

Enquanto isso, a Argentina adotou uma política de liberalização, reduzindo tarifas de importação, o que gerou preocupações sobre o impacto na indústria local. O presidente Javier Milei promoveu a redução de tarifas de 35% para 20% em roupas, mas a Fundação Pro Tejer alertou que isso não torna os produtos significativamente mais baratos.

As medidas tarifárias visam proteger a indústria têxtil local, mas a competição com plataformas estrangeiras e o contrabando continuam a ameaçar a sustentabilidade do setor na América Latina.

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