A Amazônia, especialmente a região entre os rios Madeira e Purus, enfrenta problemas como desmatamento e grilagem de terras, em parte devido à BR-319. Um novo mapeamento das cadeias produtivas da área será lançado, destacando iniciativas de bioeconomia que buscam promover a sustentabilidade e gerar renda. A região, que inclui 11 municípios, é foco de um projeto que visa fortalecer associações e cooperativas que ajudam a conservar a floresta. Lábrea, um dos municípios mais afetados pelo desmatamento, está se reerguendo com o aumento do interesse pela borracha natural, que é mais resistente e valorizada por empresas como Michelin e Veja. Além da borracha, os moradores também trabalham com outros produtos da floresta, como castanha e murumuru, e buscam explorar novas cadeias produtivas. A ideia é aumentar o valor dos produtos e encontrar parcerias para crescer.
A Amazônia, especialmente a região do Interflúvio Madeira-Purus, enfrenta desafios como desmatamento e grilagem de terras. Um novo mapeamento das cadeias produtivas será lançado, destacando iniciativas de bioeconomia que visam fortalecer a sustentabilidade e gerar renda.
O mapeamento, desenvolvido pelo Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), será apresentado na plataforma digital Redes da Sociobiodiversidade. Essa ferramenta busca fortalecer redes, atrair investimentos e conservar a biodiversidade. A líder da Iniciativa Estratégica de Governança Territorial do Idesam, Fernanda Meirelles, afirma que mapear e fortalecer as cadeias socioprodutivas é essencial para assegurar a permanência das populações tradicionais.
Lábrea, um dos municípios mais afetados pelo desmatamento, deve sediar um dos polos do Plano Nacional de Bioeconomia, a ser lançado na COP30. A cidade, que já foi um centro de extração de borracha, agora vê um renascimento do interesse pela borracha natural, que é mais resistente e produtiva. David Lima, presidente da Associação dos Produtores Agroextrativistas da Comunidade José Gonçalves, destaca que a borracha local é utilizada por empresas como Michelin e Veja.
Além da borracha, a região explora outras cadeias produtivas, como castanha-do-Brasil e pirarucu. A comunidade de Santa Rosa, por exemplo, também trabalha com produtos como farinha de mandioca e mutamba, que possui usos medicinais. A presidente da Associação de Produtores Agroextrativistas da Colônia do Sardinha, Sandra Barros, menciona que a ideia é explorar novas cadeias e aumentar o valor agregado dos produtos.
O mapeamento das cadeias produtivas é uma resposta à pressão sobre a floresta, especialmente com o projeto de pavimentação da BR-319, que atrai grileiros e intensifica o desmatamento. A situação em Lábrea, que registrou um aumento de 19,1% no desmatamento em 2024, destaca a urgência de iniciativas que promovam a sustentabilidade e a conservação da biodiversidade na Amazônia.
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