A Azul Linhas Aéreas anunciou que entrou com um pedido de Chapter 11 nos Estados Unidos, que é um processo para reorganizar suas finanças, semelhante à recuperação judicial. A empresa pretende cortar US$ 2 bilhões em dívidas e manterá suas operações durante esse período. A Azul também planeja reduzir sua frota em 35%. A companhia já garantiu US$ 1,6 bilhão em financiamento para ajudar nesse processo. Enquanto isso, a Iata alertou que a reforma tributária no Brasil pode aumentar os custos do setor aéreo e reduzir a demanda em até 30%. O novo imposto sobre valor agregado pode elevar o preço das passagens, afetando diretamente os consumidores. A Iata destacou que o aumento de custos pode prejudicar a conectividade aérea no país.
A Azul Linhas Aéreas anunciou, no dia 28 de junho, sua entrada no Chapter 11 nos Estados Unidos, um processo similar à recuperação judicial. A companhia busca reestruturar suas finanças e eliminar US$ 2 bilhões em dívidas. Durante o processo, a Azul manterá suas operações, mas planeja reduzir sua frota em 35%.
Atualmente, a Azul opera com duzentas aeronaves e atende novecentos destinos. A empresa já garantiu US$ 1,6 bilhão em financiamento, incluindo US$ 670 milhões em novo capital. A reestruturação prevê o pagamento desse financiamento por meio de uma oferta de ações de até US$ 650 milhões e um investimento adicional de até US$ 300 milhões da United Airlines e da American Airlines.
O advogado Rodrigo Alvim, especialista em direito do passageiro aéreo, afirma que a entrada da Azul no Chapter 11 não deve impactar diretamente os consumidores. No entanto, ele alerta que a alteração nos preços das passagens pode ser um dilema para a empresa. A demanda pode influenciar a decisão de aumentar ou reduzir os preços, o que pode afetar a clientela.
Impactos da Reforma Tributária
Enquanto isso, o setor aéreo brasileiro enfrenta desafios adicionais com a reforma tributária. A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) prevê que os custos aumentarão e a demanda pode cair até 30%. A proposta de um imposto sobre valor agregado (IVA) de 26,5% nas passagens aéreas é uma das principais preocupações.
De acordo com a Iata, o custo médio dos voos domésticos pode subir de US$ 130 para US$ 160, enquanto os voos internacionais podem passar de US$ 740 para US$ 935. O vice-presidente regional da Iata, Peter Cerdá, destaca que esse aumento pode ser um “desastre” para a indústria, afetando tanto as companhias aéreas brasileiras quanto as internacionais.
Cerdá questiona o governo brasileiro sobre a prioridade dada ao transporte aéreo e ao turismo, ressaltando que o aumento de impostos e a alta litigância dificultam o crescimento do setor. Ele enfatiza a necessidade de colaboração entre o governo e a indústria para garantir um ambiente mais favorável.
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