Bryant Park, em Nova York, era um lugar perigoso e evitado até os anos 80, mas passou por uma grande transformação e agora é um exemplo de revitalização urbana. Ethan Kent, cofundador do PlacemakingX, fala sobre a importância de atrair diferentes públicos para espaços públicos e critica políticas de tolerância zero, defendendo que a solução para problemas urbanos não é expulsar grupos vulneráveis, mas sim criar ambientes que sejam convidativos para todos. Ele menciona que, em vez de focar na expulsão, é preciso trazer mais pessoas para os espaços, o que ajuda a mudar a percepção de segurança. Kent também destaca que muitos espaços públicos de sucesso não precisam de grandes investimentos, mas sim de intervenções criativas e de baixo custo. Ele acredita que as cidades devem ser lugares onde as pessoas se conectam e contribuem, em vez de apenas consumirem. Além disso, ele alerta que projetos de revitalização podem falhar se não envolverem a comunidade desde o início, enfatizando a importância do engajamento coletivo.
Bryant Park, em Nova York, passou por uma transformação radical desde a década de 1980, quando era um espaço evitado devido à criminalidade. O parque se tornou um exemplo global de revitalização urbana, atraindo diversos públicos por meio de intervenções criativas. Ethan Kent, cofundador do PlacemakingX, destaca a importância de criar ambientes inclusivos e acolhedores.
Kent, que tem promovido o placemaking em mais de sessenta países, defende que a solução para a degradação urbana não está na expulsão de grupos vulneráveis, mas sim em atrair uma variedade de pessoas para os espaços públicos. Ele afirma que, ao tornar esses locais mais convidativos, é possível mudar a percepção de segurança e pertencimento.
O sociólogo menciona que, em Nova York, a abordagem de policiamento comunitário e a criação de Distritos de Melhoria Empresarial (BIDs) foram fundamentais para a revitalização. Essas iniciativas ajudaram a transformar a cidade, permitindo que os cidadãos se sentissem donos dos espaços públicos. Kent observa que muitos dos melhores espaços não exigem grandes investimentos, mas sim mudanças criativas e de baixo custo.
Durante sua visita a São Paulo, Kent analisou áreas como o conjunto B32 e o vão livre do Masp, enfatizando a necessidade de engajamento comunitário. Ele alerta que projetos de placemaking podem falhar se o processo de engajamento for restrito a um grupo limitado de profissionais. A participação da comunidade é essencial para garantir que os espaços sejam realmente abraçados e utilizados.
Kent conclui que as cidades do futuro devem ser aquelas que incentivam a conexão entre as pessoas e o lugar onde vivem, promovendo um ambiente que favoreça a interação e a colaboração. A transformação de espaços públicos deve ser um esforço coletivo, onde todos têm voz e participação.
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