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OCDE alerta que relocalização de cadeias de suprimentos pode prejudicar economia global

Relocalização das cadeias de suprimentos pode reduzir intercâmbios internacionais em até 18%, alerta OCDE, defendendo diversificação.

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A OCDE, que é uma organização que analisa a economia global, publicou um relatório alertando que tentar trazer as cadeias de suprimentos de volta para os países pode ser muito caro. Segundo o estudo, essa relocalização pode diminuir os intercâmbios internacionais em até 18% e afetar o PIB global em até 5%. A organização recomenda que, em vez de adotar medidas protecionistas, os países devem diversificar suas fontes de suprimento. O relatório destaca que a pandemia e a guerra na Ucrânia aumentaram a preocupação com a interconexão entre os mercados. A dependência de alguns países em relação a poucos fornecedores, especialmente a China, cresceu bastante nas últimas décadas. A OCDE sugere que a solução para os problemas de fornecimento é buscar mais diversidade nas cadeias de suprimentos, em vez de tentar concentrar a produção dentro das fronteiras nacionais.

A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou um relatório nesta segunda-feira, alertando que a relocalização das cadeias de suprimentos pode resultar em uma queda de até 18% nos intercâmbios internacionais e impactar o PIB global em até 5%. O documento enfatiza a necessidade de diversificação em vez de medidas protecionistas.

O relatório, intitulado “Análise da Resiliência da Cadeia de Suprimento da OCDE”, destaca que as tentativas de trazer as cadeias de valor para mais perto do território nacional podem ser custosas e não garantem maior estabilidade frente a choques econômicos. A OCDE observa que a concentração de produtos importados de um número limitado de fornecedores aumentou 50% desde o início do século, com a China se tornando um parceiro comercial dominante.

Além disso, a OCDE aponta que a dependência de países como Brasil, Índia e Rússia em relação à China cresceu significativamente, com o gigante asiático respondendo por 60% das importações desses países. Em contraste, a contribuição de Estados Unidos, Alemanha e Japão caiu de 30% para 15%. O relatório sugere que apenas 30% dos produtos trocados apresentam níveis elevados de concentração, e a solução está na diversificação das fontes de suprimento.

O secretário-geral da OCDE, Mathias Cormann, ressalta que as respostas às preocupações sobre segurança do fornecimento podem gerar distorções indesejáveis. Ele defende que “a abertura e a diversificação geográfica” são essenciais para a adaptação a perturbações econômicas. O relatório recomenda que os governos criem um ambiente regulatório estável para o comércio internacional e promovam acordos comerciais multigovernamentais.

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