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Gabriel Galípolo critica uso do IOF para arrecadação e defende regulação de capitais

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, critica uso do IOF para arrecadação e alerta sobre distorções no crédito e câmbio.

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Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, afirmou que o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) não deve ser usado para arrecadar dinheiro ou ajudar na política monetária, mas sim como um regulador dos fluxos de capital. Ele comentou que o governo Lula fez mudanças nas regras do IOF, o que gerou reações negativas no mercado financeiro e dificultou o acesso ao crédito. Galípolo destacou que o uso do IOF pode causar distorções nas opções de financiamento e que é importante ter cuidado ao aplicar esse imposto. Ele também mencionou que o Banco Central está avaliando com cautela como essas mudanças afetarão suas projeções econômicas, já que o governo e o Congresso ainda estão discutindo o assunto.

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, afirmou nesta segunda-feira, 2, que o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) deve ser utilizado apenas como um instrumento regulatório, e não para aumentar a arrecadação ou apoiar a política monetária. A declaração foi feita durante um evento do Centro de Debate de Políticas Públicas (CDPP) em São Paulo.

Recentemente, o governo Lula alterou as regras de cobrança do IOF, o que gerou reações negativas no mercado financeiro e preocupações sobre o acesso ao crédito. Galípolo destacou que o uso do IOF em operações de crédito não deve induzir distorções entre diferentes linhas de financiamento. “Não é desejável que se escolha uma linha específica em função de uma arbitragem tributária”, afirmou.

O presidente do BC também comentou sobre o impacto do aumento do IOF nas projeções da taxa Selic. Ele indicou que a autoridade monetária irá avaliar com cautela como as mudanças tributárias devem ser incorporadas nas suas projeções, evitando assim volatilidade no mercado. “A gente tende a consumir com mais parcimônia”, disse.

O governo, por sua vez, enfrenta pressão no Congresso Nacional, que se prepara para derrubar as novas regras do IOF. A equipe econômica, liderada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, admitiu que pretendia usar o imposto como fonte de arrecadação, o que gerou descontentamento entre os parlamentares e no mercado.

Galípolo também se manifestou sobre a proposta de Autonomia Financeira do Banco Central, que tramita no Senado. Ele afirmou que as negociações têm avançado e que a proposta conta com o apoio de Haddad. O presidente do BC refutou críticas que sugerem que a autonomia seria um “cheque em branco”, ressaltando que a medida traria mais responsabilidade e transparência à instituição.

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