Os clubes da Série A do futebol brasileiro tiveram um faturamento recorde de R$ 10,2 bilhões em 2024, um aumento de 10% em relação ao ano anterior. No entanto, as dívidas cresceram para R$ 13,8 bilhões, um aumento de 15,7%. As despesas totais foram de R$ 7,8 bilhões, com os gastos com salários e contratações subindo 37%, totalizando R$ 6,3 bilhões. A alavancagem financeira dos clubes subiu para 186%, o que indica que eles estão mais endividados em relação à receita. Clubes como Atlético Mineiro e Cruzeiro estão entre os mais alavancados. Apesar do aumento nas receitas, as despesas financeiras também cresceram, atingindo R$ 1,156 bilhão. As receitas recorrentes, que incluem direitos de transmissão e patrocínios, cresceram apenas 4%, totalizando R$ 7,9 bilhões. A venda de jogadores contribuiu com R$ 2,3 bilhões, representando 22,6% do total. O mercado de apostas também está crescendo, com patrocínios aumentando, mas ainda representando apenas 2,5% do total investido em publicidade no Brasil.
Os clubes da Série A do futebol brasileiro enfrentam um cenário financeiro desafiador em 2024. Apesar de um faturamento recorde de R$ 10,2 bilhões, as dívidas aumentaram para R$ 13,8 bilhões, resultando em uma alavancagem financeira de 186%. As despesas com salários e contratações dispararam 37%, totalizando R$ 6,3 bilhões.
O estudo “Convocados 2025”, realizado pela Convocados Gestora de Ativos de Futebol em parceria com a OutField e a Galapagos Capital, revela a fragilidade financeira dos clubes. Pedro Oliveira, co-fundador da Outfield, destacou que, embora o setor esteja passando por uma transformação positiva, a gestão e a governança ainda não acompanham esse avanço. Ele enfatizou a necessidade de uma gestão que não gaste mais do que arrecada para garantir a sustentabilidade financeira.
Os gastos com contratações mais do que dobraram, alcançando R$ 3,4 bilhões. As dívidas com bancos também cresceram, atingindo R$ 3,8 bilhões, com um aumento de 7% em relação ao ano anterior. Clubes como Corinthians e Atlético Mineiro pagaram em juros valores equivalentes às receitas de Cruzeiro e Fortaleza, respectivamente.
Desafios Financeiros
Em 2024, os clubes gastaram R$ 1,156 bilhão em despesas financeiras, um marco significativo. Oliveira alertou sobre a importância de reduzir o endividamento para diminuir essas despesas. As pendências com impostos e acordos somaram R$ 4,96 bilhões, refletindo um aumento de 6%.
A alavancagem financeira variou entre os clubes, com o Atlético Mineiro sendo o mais alavancado, com 3,8 vezes a relação entre dívida líquida e receitas. O Cruzeiro, por outro lado, conseguiu reduzir sua alavancagem de 3,3x para 3,1x devido a um aumento sustentável nas receitas.
As receitas recorrentes, que incluem direitos de transmissão e patrocínios, cresceram apenas 4%, totalizando R$ 7,9 bilhões. A venda de jogadores contribuiu com R$ 2,3 bilhões, representando 22,6% do total arrecadado. Clubes como Palmeiras e Fluminense lideraram nesse aspecto, utilizando transferências para equilibrar suas contas.
Expansão do Mercado
O relatório também destacou a expansão das casas de apostas no futebol brasileiro. Os patrocínios representaram 7% das receitas recorrentes, com uma previsão de crescimento para R$ 988 milhões em 2025. Oliveira ressaltou a importância de os clubes reconhecerem seu potencial como mídia e trabalharem para aumentar sua participação no investimento publicitário.
Os dados evidenciam a necessidade urgente de uma gestão financeira mais eficaz nos clubes da Série A, que buscam equilibrar receitas e despesas em um cenário cada vez mais competitivo.
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