Um estudo do World Resources Institute mostra que investir em adaptação às mudanças climáticas pode ser muito lucrativo. Para cada dólar gasto, é possível obter mais de 10 dólares em benefícios ao longo de dez anos. Desde os anos 2000, desastres climáticos causaram prejuízos de 21 trilhões de reais e perdas de até 22% do PIB global. O estudo analisou 320 investimentos em 12 países, incluindo o Brasil, e revelou que esses projetos podem gerar até 1,4 trilhão de dólares em retorno. As iniciativas incluem melhorias na infraestrutura, agricultura resistente e sistemas de saúde, e mais da metade dos benefícios ocorre mesmo sem desastres. A pesquisa destaca que a adaptação não só evita perdas, mas também gera empregos e melhora a saúde e a economia local. Além disso, muitos desses investimentos ajudam a reduzir a emissão de gases de efeito estufa, mostrando que adaptação e mitigação estão ligadas. No Brasil, projetos como o de Fortaleza demonstraram retornos significativos, reforçando a importância de financiar ações de adaptação, especialmente em países vulneráveis.
Um estudo do World Resources Institute (WRI) revela que cada dólar investido em adaptação climática pode gerar mais de US$ 10 em benefícios ao longo de dez anos. O relatório, divulgado em três de junho de 2025, analisa 320 iniciativas em doze países, incluindo o Brasil. A pesquisa destaca a importância de ações proativas para mitigar os impactos das mudanças climáticas, que causaram R$ 21 trilhões em prejuízos desde 2000.
Os investimentos em adaptação climática, que totalizaram US$ 133 bilhões, têm um potencial de retorno de mais de US$ 1,4 trilhão. O estudo aponta que mais de 50% dos benefícios ocorrem mesmo sem desastres climáticos, evidenciando que essas iniciativas geram valor contínuo. O pesquisador sênior do WRI, Carter Brandon, afirma que os projetos de adaptação produzem benefícios diários, como geração de empregos e fortalecimento das economias locais.
Benefícios da Adaptação
O conceito de adaptação abrange ações como construção de infraestrutura resiliente, sistemas de alerta e diversificação de cultivos. O setor da saúde se destaca, apresentando retornos superiores a 78%, devido à proteção de vidas humanas contra impactos climáticos. Além disso, iniciativas de gestão de riscos, como sistemas de alerta precoce, demonstraram altos retornos ao preservar vidas e infraestrutura.
Os investimentos foram avaliados com base no “triplo dividendo da resiliência”, que considera perdas evitadas, ganhos econômicos induzidos e benefícios sociais e ambientais. O estudo também revela que quase metade dos investimentos contribui para a redução de gases de efeito estufa, mostrando a sinergia entre adaptação e mitigação climática.
Exemplos de Sucesso
O WRI destaca projetos bem-sucedidos, como o de Fortaleza, que promoveu a resiliência a inundações e duplicou o retorno. Na China, uma iniciativa rural em Yichang gerou retorno quase duas vezes maior que o investimento. O Quênia e a África do Sul também implementaram projetos que alcançaram retornos significativos, reforçando a importância de financiar medidas de adaptação climática, especialmente em países vulneráveis.
As conclusões do estudo são relevantes em um ano marcado pela COP30 em Belém do Pará, onde líderes devem reconhecer a adaptação climática como uma plataforma para o desenvolvimento. O WRI recomenda que formuladores de políticas públicas priorizem investimentos em adaptação, destacando seu potencial econômico e social.
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