Durante o mandato de Donald Trump, ele visitou uma fábrica da Apple no Texas e afirmou ter trazido a produção da empresa de volta aos Estados Unidos, mas a fábrica já estava em funcionamento antes de sua presidência. O livro “Apple in China”, de Patrick McGee, revela que a Apple ajudou a transformar a China em um grande centro tecnológico, levantando questões sobre a falta de investimentos semelhantes nos EUA. A Apple levou engenheiros da Califórnia para treinar trabalhadores na China, o que acabou fortalecendo a indústria chinesa. McGee argumenta que a Apple se tornou uma grande investidora no plano Made in China 2025, que visa reduzir a dependência da tecnologia ocidental. Apesar das ameaças de Trump para que a Apple transferisse a fabricação para os EUA, a realidade é que a China criou um ecossistema de fabricação que é difícil de replicar. A Apple enfrenta agora um dilema, pois a mão de obra na China não é mais tão barata, mas é altamente qualificada. O CEO da Apple, Tim Cook, reconheceu que a produção na China se deve à qualidade dos trabalhadores. McGee sugere que a Apple pode se mover lentamente para outros países, mas não pode se desvincular da China rapidamente.
Durante o primeiro mandato de Donald Trump, o ex-presidente visitou uma fábrica da Apple no Texas e alegou ter trazido a produção da empresa de volta aos Estados Unidos. No entanto, a fábrica já estava em operação antes de sua presidência, e a situação se revelou um “fiasco total”, com trabalhadores chineses sendo trazidos para resolver problemas de fabricação.
O livro “Apple in China”, escrito por Patrick McGee, revela como a Apple contribuiu para a transformação da China em um gigante tecnológico. A obra levanta questões sobre a falta de investimentos semelhantes nos Estados Unidos e a crescente dependência da Apple da China. McGee argumenta que a empresa americana, ao transferir tecnologia para a China, se tornou a maior investidora no plano Made in China 2025, que visa reduzir a dependência da tecnologia ocidental.
A Apple, segundo McGee, desempenhou um papel crucial ao levar engenheiros da Califórnia para treinar trabalhadores chineses. Essa transferência de conhecimento resultou em um ecossistema de manufatura altamente qualificado na China. O CEO da Apple, Tim Cook, reconheceu que a produção no país se deve à qualificação da mão de obra, não aos baixos custos.
A Apple negou as alegações do livro, considerando-as imprecisas. Contudo, a obra sugere que a dependência da Apple da China é uma questão crítica, especialmente em um momento em que Trump ameaçou tarifas caso a empresa não transferisse a fabricação para os EUA. A realidade é que recriar o ecossistema chinês nos Estados Unidos é uma tarefa complexa e de longo prazo, que requer investimentos em educação e infraestrutura.
A relação entre a Apple e seus fornecedores, como a Hon Hai Precision Industry, também é destacada. A parceria entre Cook e Terry Gou, fundador da Hon Hai, foi fundamental para a produção em massa do iPhone. O livro conclui que, apesar das tentativas de desvinculação da China, a Apple não pode abandonar o país rapidamente, dada a complexidade do ecossistema que ajudou a construir.
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