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C&A registra alta de 145% em ações e BTG Pactual eleva preço-alvo para R$ 22

C&A tem recomendação de compra elevada pelo BTG Pactual, com preço-alvo de R$ 22, prevendo valorização de 23,6%.

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As ações da C&A (CEAB3) tiveram uma alta de 145% neste ano, impulsionadas por resultados positivos desde o final de 2024 e pela reavaliação do setor de varejo. O BTG Pactual aumentou a recomendação de compra para as ações da empresa e elevou o preço-alvo de R$ 17 para R$ 22, prevendo uma valorização de 23,6%. Após a recomendação, as ações subiram 2,52%. O BTG acredita que a C&A pode continuar a crescer devido a melhorias na produtividade das lojas e uma gestão financeira mais eficiente. A empresa modernizou mais de 200 lojas e está focada em aumentar as vendas por metro quadrado, além de ter adotado uma estratégia de preços mais dinâmica. A C&A também está sendo cautelosa na concessão de crédito, mantendo um controle rigoroso da inadimplência. Apesar do aumento recente nos preços dos produtos, a empresa mantém um mix de produtos mais rentáveis. O BTG considera que as ações da C&A ainda estão a preços atrativos e espera um bom retorno sobre o capital investido nos próximos anos.

As ações da C&A (CEAB3) tiveram uma valorização de 145% em 2024, impulsionadas por resultados positivos e pela reprecificação do setor de varejo. O BTG Pactual elevou a recomendação de compra para os papéis da empresa, aumentando o preço-alvo de R$ 17 para R$ 22, o que representa um potencial de valorização de 23,6% sobre a cotação atual de R$ 17,80.

A recomendação do BTG Pactual resultou em uma alta de 2,52% nas ações da C&A no pregão de hoje. Os analistas Luiz Guanais, Yan Cesquim e Pedro Lima destacam que a empresa apresenta ganhos de produtividade, desalavancagem financeira e melhora na rentabilidade. Desde o início do plano “Energia C&A”, a varejista modernizou mais de 200 lojas, aumentando as vendas por metro quadrado em 8% a 10%.

Estratégia de Crescimento

A C&A tem adotado uma estratégia de precificação dinâmica e reposicionamento de marca, mantendo a competitividade sem comprometer a rentabilidade. A cesta de produtos da empresa aumentou 12% desde janeiro, enquanto os volumes se mantiveram estáveis. A companhia planeja abrir cerca de 10 novas unidades em 2025, priorizando a melhoria dos indicadores operacionais antes de expandir novamente em 2026.

Na área financeira, o serviço de crédito C&A Pay continua a crescer de forma moderada, com controle de inadimplência. Clientes que utilizam o serviço gastam, em média, 2,5 vezes mais do que os demais. A empresa adota uma postura conservadora na concessão de crédito, considerando os juros elevados.

Perspectivas Futuras

Apesar da valorização recente, o BTG Pactual acredita que as ações da C&A ainda estão a preços atrativos, negociando a 13 vezes o lucro projetado para 2025 e 10 vezes para 2026. A expectativa é que o retorno sobre o capital investido (ROIC) alcance 17,7% em 2025 e 20,8% em 2027. Os analistas permanecem confiantes na valorização das ações, apoiados por uma operação mais rentável e um balanço financeiro saudável.

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