O Sebrae no Pará afirmou que não incentivou o aumento dos preços dos aluguéis do Airbnb em Belém, que subiram muito em preparação para a COP30. O Cade, que investiga essa situação, pediu explicações ao Sebrae e ao Airbnb. O Sebrae disse que fez uma parceria com o Airbnb para ajudar anfitriões a melhorar suas habilidades, mas não sugeriu valores para os aluguéis. Após um curso oferecido pelo Sebrae, alguns anfitriões passaram a cobrar até 10 vezes mais durante a conferência. O Sebrae explicou que os alunos pediam dicas sobre preços, mas que os parâmetros usados eram apenas sobre custos de manutenção e valores do mercado, sem sugerir preços específicos.
No processo que investiga a disparada de preços do Airbnb em Belém, o Sebrae no Pará afirmou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que não orientou a elevação de preços. A declaração ocorreu após uma reportagem indicar que anfitriões aumentaram os valores em até dez vezes para a Conferência do Clima, que ocorrerá em novembro.
O Cade instaurou um procedimento preparatório para inquérito, buscando esclarecer a situação. O órgão antitruste exigiu explicações do Sebrae e do Airbnb. O diretor-superintendente do Sebrae/PA, Rubens da Costa Magno Júnior, enviou um ofício ao Cade, detalhando a parceria firmada com o Airbnb em 2024 para o Projeto Airbnb Academy. O objetivo é capacitar anfitriões para melhorar a experiência dos hóspedes durante a COP30.
Em agosto, o Sebrae e o Airbnb lançaram o curso “Obtenha renda extra sendo um anfitrião do Airbnb”, que teve a participação de 4.325 pessoas em sessenta e duas turmas. O Sebrae esclareceu que, embora os alunos solicitassem informações sobre preços, os parâmetros utilizados para a precificação de hospedagem foram baseados em custos de manutenção e valores de mercado, sem sugerir preços específicos. O órgão enfatizou que não possui legitimidade para determinar valores de aluguel.
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