Uma discussão sobre a vacinação contra a gripe aviária sem restrições de mercado foi defendida pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, nesta sexta-feira (6), na França. Durante a cerimônia em que o Brasil recebeu o certificado de livre de febre aftosa sem vacinação da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), Fávaro sugeriu a realização de […]
Uma discussão sobre a vacinação contra a gripe aviária sem restrições de mercado foi defendida pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, nesta sexta-feira (6), na França. Durante a cerimônia em que o Brasil recebeu o certificado de livre de febre aftosa sem vacinação da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), Fávaro sugeriu a realização de uma conferência mundial de saúde animal em 2026.
O ministro destacou a importância de discutir um modelo de sanidade animal que permita a implementação de vacinas sem comprometer o comércio. “Precisamos de um acordo entre compradores e vendedores”, afirmou Fávaro. Ele ressaltou que apenas um país com protagonismo na sanidade animal pode propor um evento desse porte.
O Brasil, que já enfrentou restrições de mercado por vacinar rebanhos contra a febre aftosa, agora espera abrir novos mercados, como o Japão, após receber o certificado de livre de aftosa sem vacinação. Esse selo indica menores riscos sanitários e pode facilitar o acesso a mercados mais exigentes. O Japão já está realizando certificações para reconhecer a sanidade da carne bovina brasileira.
Fávaro também informou que o Brasil conseguiu conter um surto de gripe aviária em uma única granja no Rio Grande do Sul. O governo e o setor privado esperam que essa contenção permita a recuperação de mercados que impuseram embargos à carne de frango brasileira. O ministro classificou a concessão do certificado como um “dia histórico” para a pecuária e suinocultura do país.
Roberto Perosa, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), afirmou que a certificação permitirá a ampliação de mercados para a carne bovina, incluindo a possibilidade de exportar produtos com osso e miúdos.
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