O mercado de metais tem apresentado volatilidade em 2025, com o cobre e o ouro em alta. O ouro subiu 26% e o cobre 16% até o início de junho. O preço do cobre está cotado a US$ 9.944 por tonelada na London Metal Exchange (LME). O JP Morgan prevê que o preço do cobre […]
O mercado de metais tem apresentado volatilidade em 2025, com o cobre e o ouro em alta. O ouro subiu 26% e o cobre 16% até o início de junho. O preço do cobre está cotado a US$ 9.944 por tonelada na London Metal Exchange (LME).
O JP Morgan prevê que o preço do cobre pode alcançar US$ 11.000 por tonelada em 2026, impulsionado pela crescente demanda de veículos elétricos e possíveis tarifas dos Estados Unidos. O metal é essencial na indústria elétrica e de construção civil, além de ser crucial para a produção de veículos elétricos, que utilizam de duas a quatro vezes mais cobre do que os carros tradicionais.
A expectativa é que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, imponha tarifas de pelo menos 10% sobre as importações de cobre refinado até o final do terceiro trimestre. Essa medida pode aumentar ainda mais a demanda, já que muitos países, incluindo os EUA e a China, estão antecipando compras do metal.
No entanto, uma “ressaca” nas compras chinesas pode ocorrer após a trégua tarifária de 90 dias acordada em maio. O JP Morgan alerta que essa pausa nas compras pode impactar negativamente o mercado no segundo semestre de 2025. A volatilidade é acentuada por fatores como acidentes em minas e problemas políticos, como o fechamento da Cobre Panamá, uma das maiores produtoras de cobre do mundo.
Investidores podem optar por ETFs (Exchange Traded Funds) para investir em cobre, mas é necessário ter uma conta internacional. O ETF United States Copper (CPER) teve uma alta acumulada de 20,71% em 2025, enquanto o Global X Copper Miners (COPX) também apresentou bom desempenho. Em contrapartida, o Invesco Db Base Metals, que inclui cobre, alumínio e zinco, está negativo em 0,90% no ano.
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