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Enel Brasil desiste de 280 megawatts em projetos solares no Ceará e Rio Grande do Norte

Enel Brasil revoga mais 280 megawatts em projetos solares, totalizando 785 megawatts, devido à inviabilidade de conexão até 2028.

A Enel Brasil recebeu autorização para revogar mais 280 megawatts em projetos solares fotovoltaicos nos estados do Ceará e Rio Grande do Norte. Com essa decisão, a empresa já desistiu de um total de 785 megawatts em projetos, incluindo usinas na Bahia e Pernambuco. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou a inviabilidade de […]

A Enel Brasil recebeu autorização para revogar mais 280 megawatts em projetos solares fotovoltaicos nos estados do Ceará e Rio Grande do Norte. Com essa decisão, a empresa já desistiu de um total de 785 megawatts em projetos, incluindo usinas na Bahia e Pernambuco. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou a inviabilidade de conexão para esses empreendimentos até 2028.

As usinas Cerrado Solar 1 a 5, com capacidade de 215,16 megawatts, localizadas em Quixeré, Ceará, foram afetadas. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) declarou a inviabilidade da conexão na subestação Quixeré, devido à falta de infraestrutura necessária. A Aneel verificou que o ponto de conexão não possui disponibilidade para os próximos anos, tornando as obrigações da Enel inexequíveis.

Implicações para Outros Projetos

Além das usinas no Ceará, a Enel também revogou projetos no Rio Grande do Norte. As usinas Cumaru Solar 1 e 2, com 64,5 megawatts, enfrentaram problemas semelhantes na subestação João Câmara III. A empresa destacou que a necessidade de restringir a geração nas regiões Norte e Nordeste é crucial para evitar violações nos limites de transferência de energia entre as regiões.

A Enel justificou que, ao solicitar pareceres de acesso para eólicas, obteve declarações de inviabilidade para conexão em várias usinas. Parte das obras de transmissão necessárias ainda não foram outorgadas, o que compromete a viabilidade dos projetos. A empresa ressaltou que a entrada em operação desses empreendimentos está prevista para 2026 e 2028, mas as condições de acesso inviabilizam a implantação no prazo estipulado.

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