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Fio de cobre lidera alta de preços em materiais de construção com inflação de 8,64%

Fio de cobre lidera alta de preços em materiais de construção, enquanto argamassa e tinta enfrentam quedas significativas.

O Índice de Preços de Materiais de Construção (IPMC), desenvolvido pelo Sienge com apoio da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), revelou que o fio de cobre acumulou uma inflação de 8,64% nos últimos doze meses. Esse aumento foi o principal responsável pela alta nos preços dos materiais de construção. O aço e o […]

O Índice de Preços de Materiais de Construção (IPMC), desenvolvido pelo Sienge com apoio da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), revelou que o fio de cobre acumulou uma inflação de 8,64% nos últimos doze meses. Esse aumento foi o principal responsável pela alta nos preços dos materiais de construção. O aço e o cimento também apresentaram elevações, com variações de 2,52% e 1,79%, respectivamente.

Por outro lado, a argamassa e a tinta tiveram quedas significativas, com a argamassa apresentando o maior recuo, de 4,61%. Esses cinco insumos juntos podem representar até 55% do custo total de materiais em uma obra no Brasil. A metodologia do IPMC utiliza inteligência artificial para agrupar itens, garantindo uma margem de confiança de 95%.

Variações Mensais

A alta do fio de cobre foi mais intensa entre maio e novembro de 2024, com a maior variação mensal registrada em novembro (+3,26%). Em 2025, o preço do cobre alternou entre quedas e leves altas, encerrando abril com uma retração de 1,55%. O aço, que teve valorização até setembro de 2024, apresentou recuos em todas as regiões a partir de então, com deflação nacional de 1,24% em março e 1,72% em abril de 2025.

A argamassa, com uma queda acumulada de 4,51%, foi o material que mais recuou. Apesar de um pico em dezembro (+1,39%), os preços voltaram a cair. A região Centro-Oeste registrou a maior deflação regional, de -7,51%, enquanto o Norte teve uma exceção, com alta de 3,17%.

Comportamento dos Insumos

O cimento subiu 1,79% no acumulado, com um pico de 0,69% em julho de 2024 e nova alta em abril de 2025. A tinta, por sua vez, teve a maior queda mensal, de 4,21% em abril de 2025, resultando em uma deflação acumulada de 2,32%. As variações nos preços refletem as diferenças entre insumos dolarizados, como o cobre, e aqueles ligados à demanda interna, como tinta e argamassa.

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