Em meio a um cenário de juros altos e incertezas fiscais, os fundos de investimento enfrentaram um resgate líquido de R$ 14,1 bilhões em maio, conforme o Boletim da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). No acumulado do ano, as saídas somam R$ 78,3 bilhões. O desempenho de maio foi […]
Em meio a um cenário de juros altos e incertezas fiscais, os fundos de investimento enfrentaram um resgate líquido de R$ 14,1 bilhões em maio, conforme o Boletim da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). No acumulado do ano, as saídas somam R$ 78,3 bilhões. O desempenho de maio foi menos severo que o de abril, quando a captação líquida foi negativa em R$ 50,6 bilhões.
Os maiores resgates ocorreram na classe de multimercados, com R$ 16,2 bilhões, seguidos por ações e renda fixa, que registraram saídas de R$ 3,4 bilhões e R$ 1,4 bilhão, respectivamente. Apesar das retiradas, a rentabilidade dos fundos de ações e multimercados se manteve positiva. A categoria Ações Livre teve uma valorização de 4,20% em maio, enquanto Ações Investimento no Exterior subiu 5,15%.
Desempenho dos FIDCs e FIPs
Os fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs) se recuperaram das perdas de abril, com uma entrada líquida de R$ 1,4 bilhão. No entanto, ainda acumulam uma perda de R$ 4,6 bilhões no ano. Por outro lado, os Fundos de Investimento em Participações (FIPs) destacaram-se com uma captação positiva de R$ 2,6 bilhões, totalizando R$ 11,3 bilhões em 2025.
Eduardo Solamone, diretor de Relações com Investidores da Sol Agora, explica que os FIDCs absorveram a saída de capital dos fundos de ações e multimercados. Ele atribui essa mudança ao cenário macroeconômico, que inclui altas taxas de juros, e à flexibilidade dos FIDCs em adquirir diferentes tipos de crédito, como recebíveis e debêntures.
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