Os investidores estão cada vez mais atraídos por obrigações de empréstimos colateralizados (CLOs), em busca de rendimentos em um cenário de taxas de juros elevadas. Desde o início do ano, US$ 4,7 trilhões foram direcionados a ETFs de CLOs e empréstimos bancários, com um fluxo de US$ 2 trilhões apenas em maio, segundo a State […]
Os investidores estão cada vez mais atraídos por obrigações de empréstimos colateralizados (CLOs), em busca de rendimentos em um cenário de taxas de juros elevadas. Desde o início do ano, US$ 4,7 trilhões foram direcionados a ETFs de CLOs e empréstimos bancários, com um fluxo de US$ 2 trilhões apenas em maio, segundo a State Street. Este mês foi o nono melhor da história para esses fundos, destacando a resiliência do mercado.
A demanda por CLOs deve continuar, especialmente com a postura cautelosa do Federal Reserve (Fed) em relação a cortes nas taxas de juros. O Fed deve manter as taxas inalteradas em sua reunião programada para 17 e 18 de junho. A expectativa é que o primeiro corte ocorra em setembro, o que pode impactar os rendimentos dos CLOs. Matthew Bartolini, analista da State Street, afirmou que a natureza flutuante dos pagamentos dos CLOs os torna atraentes em um ambiente de juros altos.
Atração dos CLOs
A liquidez no mercado de CLOs tem se mostrado robusta, mesmo em períodos de volatilidade. John Kerschner, da Janus, destacou que, durante deslocações de mercado, os spreads dos CLOs se ampliaram, mas com menos volatilidade em comparação a outros segmentos de crédito. Ele observou que a liquidez melhorou, permitindo mais negociações.
Os investidores podem buscar maior rendimento ao optar por CLOs com classificações mais baixas. O ETF Janus Henderson AAA CLO apresenta um rendimento de 5,48% e US$ 20,96 bilhões em ativos sob gestão. Já o ETF Nuveen AA-BBB CLO, lançado em dezembro, possui um rendimento de 6,4% e US$ 89,4 milhões em ativos.
Diversificação e Riscos
Os CLOs são considerados uma boa opção para diversificação em portfólios de renda fixa, devido à sua baixa correlação com outros ativos. Himani Trivedi, da Nuveen, afirmou que esses produtos têm atraído fluxo constante, independentemente da classificação de crédito. A análise da VanEck revelou que CLOs classificados como A superaram os AAA em 142 pontos base ao ano na última década.
Investidores devem considerar a diversificação em seus portfólios. Kerschner recomenda uma abordagem de barbell, combinando CLOs com ativos de maior duração, como títulos lastreados em hipotecas. Essa estratégia pode ajudar a mitigar riscos e aproveitar oportunidades em um ambiente de juros voláteis.
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