O S&P 500 encerrou a semana em alta, impulsionado por um relatório de empregos que superou as expectativas e pela recuperação da Tesla. O índice, que agora opera acima de 6.000 pontos, se aproxima do recorde histórico de 6.144,15, alcançado em fevereiro. Essa recuperação é notável, considerando as preocupações com tarifas e a desaceleração econômica […]
O S&P 500 encerrou a semana em alta, impulsionado por um relatório de empregos que superou as expectativas e pela recuperação da Tesla. O índice, que agora opera acima de 6.000 pontos, se aproxima do recorde histórico de 6.144,15, alcançado em fevereiro. Essa recuperação é notável, considerando as preocupações com tarifas e a desaceleração econômica que afetaram o mercado nos meses anteriores.
Estrategistas do mercado estão otimistas. O chefe de estratégia de mercados globais do JPMorgan, Dubravko Lakos-Bujas, elevou a previsão do S&P 500 para 6.000 pontos, citando um “cenário fundamental encorajador”. Ele destacou que a expectativa de crescimento de lucros em 2026 deve sustentar o otimismo entre os investidores. Lakos-Bujas também mencionou que a recente decisão da Corte de Comércio Internacional dos EUA contra tarifas da administração anterior pode ser um fator positivo para as ações.
Apesar do otimismo, alguns analistas, como Dan Niles, fundador da Niles Investment Management, alertam que a recuperação pode ser temporária. Niles acredita que a demanda está sendo antecipada, mas ressalta que o crescimento do emprego está desacelerando, mesmo que ainda supere as estimativas mensais. Ele prevê que o mercado pode continuar a subir, mas não descarta uma possível correção de 10% no quarto trimestre.
O S&P 500, que já havia caído cerca de 20% em relação ao seu pico anterior, agora está apenas 3% abaixo do recorde. Outros estrategistas também ajustaram suas previsões, com a RBC aumentando sua meta para 5.730, a Deutsche Bank para 6.550 e o Barclays para 6.050. A expectativa de lucros robustos e a resiliência do setor de tecnologia, especialmente em relação à inteligência artificial, são fatores que continuam a atrair investidores.
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