O Brasil recebeu, nesta sexta-feira (6), em Paris, o certificado que o reconhece como país livre de febre aftosa sem vacinação. A entrega foi feita pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro da Agricultura, Carlos Fávaro. Este status pode abrir novos mercados internacionais, como Japão […]
O Brasil recebeu, nesta sexta-feira (6), em Paris, o certificado que o reconhece como país livre de febre aftosa sem vacinação. A entrega foi feita pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro da Agricultura, Carlos Fávaro. Este status pode abrir novos mercados internacionais, como Japão e Coreia do Sul, e reduzir custos para os produtores.
A certificação foi concedida após o Brasil atender a critérios internacionais, encerrando a vacinação em abril de 2024 e não registrando novos casos desde então. Lula destacou que a conquista é um reconhecimento do esforço dos produtores e da robustez do sistema de inspeção agropecuária. “Cabe a nós não deixarmos voltar a circular em nosso território”, afirmou o presidente.
A febre aftosa é uma doença altamente contagiosa entre animais de casco fendido, mas não afeta humanos. O Brasil lutou contra a doença por mais de seis décadas, com campanhas de vacinação e vigilância sanitária rigorosa. O Plano Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA) foi fundamental para a erradicação, com os últimos focos registrados em 2006.
Oportunidades no Mercado Internacional
Com o novo status, o Brasil se posiciona para acessar mercados exigentes que não compram carne de países com febre aftosa. O médico veterinário Emanuel Faleiros destacou que o reconhecimento pode valorizar a carne brasileira, que já é a mais exportada do mundo, com vendas para 160 países. A certificação pode resultar em uma economia de até R$ 800 milhões anuais para os produtores, eliminando custos com vacinação.
O ministro Fávaro ressaltou a importância de manter um sistema sanitário rigoroso para garantir a continuidade do status. Ele enfatizou que a conquista deve ser acompanhada de vigilância constante, especialmente nas regiões de fronteira, onde o trânsito de animais é intenso. A manutenção do sistema de defesa agropecuária é essencial para evitar retrocessos sanitários.
A cerimônia em Paris contou com a presença de diversas autoridades do setor agropecuário, que celebraram a conquista como um marco histórico para a cadeia produtiva da carne no Brasil. A nova certificação posiciona o país em um novo patamar no comércio internacional, com potencial para aumentar a renda nas regiões produtoras.
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