Michael Klein, um dos fundadores da Casas Bahia, está articulando uma nova chapa para o conselho de administração da empresa, com a intenção de assumir a presidência. A proposta será apresentada em abril de 2026, após o término do mandato de parte do atual colegiado. Klein, que deixou o conselho em 2022, ainda detém cerca […]
Michael Klein, um dos fundadores da Casas Bahia, está articulando uma nova chapa para o conselho de administração da empresa, com a intenção de assumir a presidência. A proposta será apresentada em abril de 2026, após o término do mandato de parte do atual colegiado. Klein, que deixou o conselho em 2022, ainda detém cerca de 11% das ações da companhia.
Klein planeja trazer Luiz Carlos Nannini, ex-auditor do setor de varejo, e Magali Leite, atual presidente do Espaço Laser, para compor sua chapa. O empresário já iniciou conversas com acionistas sobre suas intenções de reestruturar a empresa, que enfrenta uma dívida de R$ 4,4 bilhões. Em março, Klein havia se candidatado a uma vaga no conselho, mas desistiu para apoiar a administração atual na reestruturação.
A movimentação de Klein gerou forte oscilação nas ações da empresa, especialmente com rumores sobre a destituição do conselho. Seu plano não prevê mudanças drásticas, mas busca dar agilidade às operações, focando nas vendas físicas e no crediário, que historicamente representaram 92% do faturamento da rede. Atualmente, essa porcentagem caiu para 16%.
A Casas Bahia está passando por uma reestruturação financeira e operacional. Em abril, a empresa aprovou um grupamento de ações para manter seu valor de mercado. Os acionistas também reconsideraram a inclusão de uma cláusula de *poison pill* para evitar aquisições indesejadas. A companhia está renegociando dívidas com fornecedores e instituições financeiras para aliviar a pressão do endividamento.
A conversão de dívidas em ações, prevista para ocorrer a partir de outubro, pode ser uma solução significativa para a empresa. A expectativa é que, se os bancos aceitarem a conversão total, isso ajudará a aliviar a situação financeira da Casas Bahia. Klein, que ainda mantém influência como acionista, busca retomar um papel ativo na gestão da empresa fundada por seu pai, Samuel Klein, na década de 1950.
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