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Mulheres enfrentam dificuldades financeiras e recorrem a empréstimos para sobreviver

Mulheres enfrentam desigualdade salarial e dependência de crédito, com 76% sem reserva financeira e 87% afirmando que empréstimos "salvaram o mês".

A desigualdade salarial entre homens e mulheres no Brasil continua a ser um desafio significativo. Uma pesquisa do Instituto Locomotiva, encomendada pela 99pay, revela que 76% das mulheres não possuem reserva financeira, em comparação a 70% dos homens. Além disso, 87% das mulheres afirmam que o crédito “salvou o mês”, evidenciando a dependência do crédito […]

A desigualdade salarial entre homens e mulheres no Brasil continua a ser um desafio significativo. Uma pesquisa do Instituto Locomotiva, encomendada pela 99pay, revela que 76% das mulheres não possuem reserva financeira, em comparação a 70% dos homens. Além disso, 87% das mulheres afirmam que o crédito “salvou o mês”, evidenciando a dependência do crédito em situações emergenciais.

A pesquisa mostra que três em cada quatro mulheres entrevistadas contrataram empréstimos pessoais nos últimos doze meses. Dezenove por cento delas recorreram ao crédito três vezes ou mais no último ano. O presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, destaca que as mulheres ganham, em média, 20,9% a menos que os homens no setor privado, o que torna a gestão financeira ainda mais desafiadora.

O crédito é frequentemente utilizado para cobrir emergências financeiras. Segundo o estudo, 54% das mulheres pedem crédito para essas situações, enquanto 32% utilizam para quitar dívidas em atraso. A inflação crescente e o aumento do custo de vida têm pressionado as finanças, levando 62% das mulheres a priorizar parcelas que cabem no orçamento, em vez de se preocuparem com as taxas de juros.

A falta de educação financeira é outro fator que contribui para a ausência de reservas. Muitas mulheres enfrentam jornadas duplas ou triplas, o que dificulta o planejamento financeiro. Thaís Maiochi, planejadora financeira, ressalta que a educação financeira poderia ajudar a mudar essa realidade.

A pesquisa foi realizada com 2.800 pessoas de 18 a 65 anos que já contrataram empréstimos pessoais. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual para a amostra total, 2,4 p.p. entre mulheres e 2,9 p.p. entre homens.

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