A Reforma Tributária, aprovada no final de 2024, está transformando o sistema de tributos no Brasil e já gera impactos significativos no mercado de trabalho. Uma pesquisa da consultoria Robert Half aponta que 53% das empresas planejam contratar novos colaboradores, especialmente nas áreas Fiscal, Contábil e Tecnologia da Informação. Entre as grandes empresas, 58% pretendem […]
A Reforma Tributária, aprovada no final de 2024, está transformando o sistema de tributos no Brasil e já gera impactos significativos no mercado de trabalho. Uma pesquisa da consultoria Robert Half aponta que 53% das empresas planejam contratar novos colaboradores, especialmente nas áreas Fiscal, Contábil e Tecnologia da Informação.
Entre as grandes empresas, 58% pretendem adicionar pelo menos três novos funcionários, enquanto 33% estimam aumentar suas equipes em cinco profissionais. Pequenas e médias empresas, por sua vez, esperam abrir de dois a quatro postos de trabalho. O diretor da Robert Half, Vitor Silverio, destaca que a competição por talentos deve aumentar, dado que o Brasil apresenta as menores taxas de desemprego da história. “Companhias que não se anteciparem correm o risco de enfrentar escassez de mão de obra e sobrecarga nas equipes atuais”, afirma.
Funções em Alta
A pesquisa revela que 58% das novas vagas serão para posições permanentes, enquanto 42% serão para projetos temporários. As áreas mais demandadas para se adequar à Reforma Tributária incluem Fiscal, Contábil, Tecnologia da Informação e Jurídico. Silverio ressalta que o período de transição entre o sistema atual e o novo modelo tributário exigirá que as empresas se preparem, atualizando seus sistemas de gestão e revisando processos internos.
Cinquenta por cento das empresas acreditam que poderiam estar mais preparadas para as mudanças, e 37% admitem estar despreparadas, apesar de já terem iniciado análises. Apenas 11% se sentem plenamente confiantes. Silverio enfatiza que estar preparado significa antecipar impactos financeiros e formar equipes capacitadas para lidar com as novas regras. “Companhias que se organizarem desde já estarão em melhor posição para evitar riscos e garantir uma adaptação eficiente”, conclui.
Entre na conversa da comunidade