O governo dos Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, anunciou a dobragem da sobretaxa sobre exportações de aço e alumínio para 50%. Essa medida afeta diretamente países como Brasil, Canadá e México, que já enfrentavam tarifas de 25% desde fevereiro. O Brasil busca um acordo para isentar seus exportadores, enquanto suas vendas para […]
O governo dos Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, anunciou a dobragem da sobretaxa sobre exportações de aço e alumínio para 50%. Essa medida afeta diretamente países como Brasil, Canadá e México, que já enfrentavam tarifas de 25% desde fevereiro. O Brasil busca um acordo para isentar seus exportadores, enquanto suas vendas para os EUA já apresentam quedas significativas.
As exportações brasileiras de produtos semiacabados de ferro e aço caíram 30,7% no primeiro mês após a implementação da tarifa de 25%. No primeiro quadrimestre de 2025, as vendas de semiacabados diminuíram 14,2%, as de aços longos 10,4% e as de aços especiais 19,1%. A indústria local teme que a situação se agrave com a possibilidade de outros países firmarem acordos que os isentem das tarifas.
A indústria siderúrgica americana enfrenta custos elevados e não consegue atender à demanda interna. Trump reconheceu o risco de sua política protecionista e se mostrou aberto a negociações. O único país que ainda paga a tarifa de 25% é o Reino Unido, que recentemente anunciou um acordo de livre-comércio com os EUA, embora limitado em efeitos imediatos.
O governo brasileiro considera que a melhor estratégia seria restabelecer o acordo de isenção de tarifas firmado em 2018, que permitia a exportação de até 3,5 milhões de toneladas de semiacabados e placas sem tarifas. Até o momento, as tentativas de reavivar esse acordo não tiveram sucesso. Além das perdas nas vendas, há preocupações sobre a possibilidade de produtores que não consigam exportar para os EUA despejarem mercadorias a preços baixos no mercado brasileiro.
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