A guerra tarifária iniciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem gerado grande incerteza no cenário econômico global. Durante o Fórum Esfera 2025, realizado no Guarujá (SP), Gustavo Pimenta, presidente da Vale, destacou que a mineradora, embora não exporte muito para os EUA, sente os efeitos indiretos do conflito. A volatilidade nos preços das […]
A guerra tarifária iniciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem gerado grande incerteza no cenário econômico global. Durante o Fórum Esfera 2025, realizado no Guarujá (SP), Gustavo Pimenta, presidente da Vale, destacou que a mineradora, embora não exporte muito para os EUA, sente os efeitos indiretos do conflito.
A volatilidade nos preços das commodities é uma consequência direta dessa guerra. Pimenta mencionou que o barril de petróleo, que em fevereiro era negociado entre 80 e 85 dólares, caiu para cerca de 65 dólares atualmente. Ele enfatizou que o nível de incertezas é elevado, afetando a confiança do mercado.
Cristiano Pinto da Costa, presidente da Shell no Brasil, também abordou o impacto da guerra tarifária. Ele afirmou que a incerteza em relação à demanda no curto prazo é significativa. O protecionismo promovido por Trump está provocando um rearranjo nas cadeias globais de fornecimento, adaptando-se às novas tarifas.
Expectativas para o Futuro
Apesar das dificuldades atuais, Costa acredita que a demanda por energia crescerá a longo prazo. Ele apontou três fatores principais: o aumento populacional, que deve adicionar até dois bilhões de pessoas ao mundo até 2025, a necessidade de melhorar as condições de vida no hemisfério sul e a crescente adoção da inteligência artificial, que requer mais energia.
Essas previsões indicam que, mesmo em meio a um cenário desafiador, as indústrias de energia e commodities podem encontrar oportunidades de crescimento no futuro.
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