O mercado imobiliário residencial brasileiro se manteve estável no primeiro trimestre de 2025, após um desempenho robusto em 2024. A pesquisa Indicador da Confiança do Setor Imobiliário, realizada pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) em parceria com a Deloitte, revelou que a procura e as vendas não tiveram grandes oscilações. A alta taxa de […]
O mercado imobiliário residencial brasileiro se manteve estável no primeiro trimestre de 2025, após um desempenho robusto em 2024. A pesquisa Indicador da Confiança do Setor Imobiliário, realizada pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) em parceria com a Deloitte, revelou que a procura e as vendas não tiveram grandes oscilações. A alta taxa de juros, no entanto, começou a impactar o segmento de médio e alto padrão, afetando as expectativas para esse nicho.
O programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) continua sendo um pilar fundamental do mercado, mesmo com um leve recuo nas vendas em comparação a trimestres anteriores. Em 2024, as vendas gerais cresceram 11,8%, o melhor desempenho anual desde o início da pesquisa, em 2014. Luiz França, presidente da Abrainc, destacou que a demanda permanece consistente, sustentando os níveis de procura e venda no setor.
No primeiro trimestre de 2025, a média de procura e vendas de imóveis residenciais ficou em 1,95 e 1,96 pontos, respectivamente. O segmento de baixa renda, atendido pelo MCMV, alcançou 2,18 pontos. Em contraste, o segmento de médio e alto padrão registrou uma expectativa de 1,69 pontos, uma queda de 0,09 pontos em relação ao trimestre anterior, devido ao financiamento mais caro.
Expectativas para o MCMV
A resiliência da demanda é notável, especialmente com o aumento dos aluguéis e o déficit habitacional persistente. A expectativa é que o MCMV continue a crescer, especialmente com a introdução da faixa 4, que permitirá a inclusão da classe média no programa. Essa nova faixa atenderá famílias com renda de até R$ 12 mil, podendo reduzir até 27% no valor das parcelas mensais.
As incorporadoras permanecem otimistas, com 98% das empresas do MCMV e 89% do segmento médio e alto padrão planejando novos empreendimentos nos próximos doze meses. A pesquisa também indica uma leve melhora na disposição das empresas de médio e alto padrão para adquirir terrenos, sugerindo uma visão mais positiva sobre o futuro do setor.
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