A Prio, anteriormente chamada de PetroRio, anunciou a aquisição de 100% do campo Peregrino por US$ 3,3 bilhões (mais de R$ 18 bilhões) da norueguesa Equinor. A transação, que deve ser finalizada no primeiro semestre de 2024, é parte da estratégia da empresa de expandir sua produção, que pode dobrar para mais de 200 mil […]
A Prio, anteriormente chamada de PetroRio, anunciou a aquisição de 100% do campo Peregrino por US$ 3,3 bilhões (mais de R$ 18 bilhões) da norueguesa Equinor. A transação, que deve ser finalizada no primeiro semestre de 2024, é parte da estratégia da empresa de expandir sua produção, que pode dobrar para mais de 200 mil barris por dia.
Além da compra, a Prio obteve licença para perfuração no campo Wahoo, que será interligado ao campo Frade. O CEO Roberto Monteiro destacou que a integração de Peregrino e a licença para Wahoo são essenciais para o crescimento da empresa. A produção em Peregrino atualmente gira em torno de 110 mil barris por dia, limitada pela capacidade da plataforma.
Monteiro também comentou sobre a situação das ações da empresa na Bolsa, que não apresentaram crescimento significativo. Ele citou três fatores que podem impulsionar o valor das ações: a obtenção da licença para Wahoo, a finalização da transação de Peregrino e a recuperação do desempenho do campo Albacora, que teve um ano difícil.
Estratégia de Crescimento
A Prio tem se concentrado em aquisições, principalmente de ativos maduros, e não foi impactada pelo fim dos desinvestimentos da Petrobras. A empresa busca oportunidades em campos que as grandes petroleiras não priorizam. Monteiro afirmou que a Prio opera seus próprios FPSOs (unidades flutuantes de produção, armazenamento e descarregamento), o que reduz custos e conflitos.
A companhia não planeja participar de leilões da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e se mantém focada em explorar campos próximos aos que já possui. Monteiro também abordou o cenário geopolítico, que afeta o preço do petróleo, e previu que os valores devem se estabilizar entre US$ 60 e US$ 70 por barril.
A Prio não tem planos de investir em energia limpa, priorizando a produção de petróleo e mantendo metas de redução da pegada de carbono. A empresa está implementando inteligência artificial para melhorar a manutenção preditiva e identificar novas oportunidades de exploração.
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