Executivos do setor de private equity se reúnem em Berlim para discutir novas oportunidades de investimento. Durante a conferência SuperReturn, Jim Zelter, presidente da Apollo Global Management, anunciou planos de investir até US$ 100 bilhões na Alemanha nos próximos dez anos. O evento, que atraiu cerca de seis mil participantes, também contou com a presença […]
Executivos do setor de private equity se reúnem em Berlim para discutir novas oportunidades de investimento. Durante a conferência SuperReturn, Jim Zelter, presidente da Apollo Global Management, anunciou planos de investir até US$ 100 bilhões na Alemanha nos próximos dez anos. O evento, que atraiu cerca de seis mil participantes, também contou com a presença da ministra da Economia da Alemanha, Katherina Reiche.
A conferência destacou a crescente preferência por financiamento lastreado em ativos como uma estratégia de investimento. Este tipo de financiamento, que envolve empréstimos garantidos por fluxos de caixa de ativos, está se tornando popular em meio à incerteza econômica e à escassez de fusões e aquisições (M&A). Executivos de grandes empresas, como KKR e Blackstone, estão explorando essa abordagem, que é vista como mais segura em tempos de volatilidade.
A escassez de M&A foi um tema recorrente no evento, com muitos gestores de fundos reconhecendo que a atividade de negócios está em declínio. Claire Harwood, da Permira Credit, observou que, embora os consultores ainda estejam ocupados, as novas oportunidades de fusões e aquisições não estão em evidência. A pressão sobre as gestoras para gerar retornos está aumentando, com investidores exigindo resultados em um cenário de valuations deprimidos.
Os participantes da SuperReturn também discutiram a importância de se adaptar às novas realidades do mercado. Orlando Bravo, da Thoma Bravo, afirmou que o setor precisa “voltar ao básico” e focar em empresas com potencial de transformação. Enquanto isso, a inteligência artificial é vista como uma ameaça, com Robert F. Smith, da Vista Equity Partners, prevendo que muitos profissionais do setor podem perder seus empregos devido a avanços tecnológicos.
O financiamento lastreado em ativos está emergindo como uma alternativa viável, oferecendo retornos ajustados ao risco e menos dependência de aquisições alavancadas. Vivek Mathew, da Antares Capital Advisers, destacou que esses empréstimos estão proporcionando retornos comparáveis aos de ações, beneficiando-se de taxas de juros elevadas. A tendência de buscar ativos anticíclicos reflete a necessidade de segurança em um ambiente econômico desafiador.
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