Doze estados brasileiros têm mais beneficiários do Bolsa Família do que trabalhadores formais. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que essa situação ocorre principalmente no Nordeste e no Norte do país. O Maranhão é o estado com a maior disparidade, com 669 mil empregos formais e 1,2 milhão de famílias recebendo […]
Doze estados brasileiros têm mais beneficiários do Bolsa Família do que trabalhadores formais. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que essa situação ocorre principalmente no Nordeste e no Norte do país. O Maranhão é o estado com a maior disparidade, com 669 mil empregos formais e 1,2 milhão de famílias recebendo o benefício.
Desde janeiro de 2023, o Brasil observa um crescimento no número de carteiras assinadas, enquanto o total de beneficiários do Bolsa Família diminui. Em janeiro, 49,6% do emprego formal era composto por beneficiários do programa, mas essa proporção caiu para 42,6% em agosto de 2024.
A reversão desse cenário é atribuída à expansão do mercado de trabalho formal e à revisão de cadastros de beneficiários. O governo federal, sob a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva, implementou cortes focados em famílias unipessoais que apresentavam irregularidades. Em 2020, o Brasil contava com 39,6 milhões de trabalhadores formais e 13,2 milhões de beneficiários do Bolsa Família, que foi renomeado para Auxílio Brasil em 2021.
A situação se agravou durante a pandemia, quando o número de beneficiários aumentou para 13 estados em 2022, mas agora recuou para 12 estados. Santa Catarina, por outro lado, apresenta a menor proporção, com 11 trabalhadores formais para cada beneficiário do Bolsa Família. A mudança no cenário reflete um esforço do governo para fortalecer o emprego formal e reduzir a dependência de programas sociais.
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