Construtoras estão enfrentando dificuldades devido a juros altos e menos crédito disponível, por isso estão buscando novas formas de financiamento. A RBR Asset, junto com a Vita Urbana, criou um modelo de financiamento usando Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) para ajudar com despesas que vão além da construção, com um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 500 milhões para novos projetos. Felipe Schucman, da RBR, explicou que esse modelo vai financiar custos como compra de terrenos e marketing, que acontecem antes ou durante a construção. A RBR vai apoiar a Vita Urbana em oito novos projetos que serão lançados em um ano. A RBR, que administra mais de R$ 10,8 bilhões, vê essa parceria como uma chance de ajudar pequenas e médias incorporadoras, especialmente aquelas que trabalham com habitação de média e baixa renda. A Vita Urbana, que desenvolve imóveis compactos em São Paulo, quer aumentar seu VGV de R$ 150 milhões para R$ 260 milhões. A parceria com a RBR é uma oportunidade para a empresa expandir e oferecer preços mais acessíveis. Com essa nova abordagem, RBR e Vita Urbana pretendem inovar na forma de financiar projetos imobiliários.
Em meio a juros elevados e uma redução na oferta de crédito, construtoras estão se voltando para o mercado de capitais em busca de alternativas de financiamento. A RBR Asset, em parceria com a Vita Urbana, desenvolveu um modelo de financiamento através de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), visando apoiar gastos que vão além da construção. O projeto prevê um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 500 milhões para novos empreendimentos.
Felipe Schucman, sócio da RBR, explicou que o modelo de CRI é projetado para financiar despesas como a aquisição de terrenos e custos de marketing, que ocorrem antes ou durante a construção. A RBR financiará uma parte da exposição da Vita Urbana em oito novos projetos que devem ser lançados nos próximos 12 meses. Tradicionalmente, as incorporadoras dependem de linhas de crédito bancário, como as da Caixa Econômica Federal, mas a escassez dessas opções tem levado as empresas a buscar parceiros financeiros mais flexíveis.
Novas Oportunidades no Setor
A RBR Asset, que administra mais de R$ 10,8 bilhões em ativos, vê essa parceria como um passo inicial para criar uma nova frente de negócios voltada para pequenas e médias incorporadoras, especialmente aquelas focadas em habitação de média e baixa renda. Schucman destacou que, embora os CRIs sejam utilizados em diversos projetos, sua aplicação no segmento de baixa renda ainda é limitada devido à predominância do financiamento bancário.
A solução proposta pela RBR e Vita Urbana envolve a unificação de múltiplos empreendimentos sob uma única estrutura de financiamento, o que ajuda a diluir o risco individual de cada projeto. Juan Galan, sócio diretor da Vita Urbana, ressaltou que essa abordagem simplifica o processo de financiamento, permitindo que a empresa se concentre em seu core business.
Foco em Empreendimentos Acessíveis
A Vita Urbana, que se especializa em desenvolver empreendimentos residenciais compactos em áreas centrais de São Paulo, planeja aumentar seu VGV de R$ 150 milhões em 2024 para R$ 260 milhões neste ano. A parceria com a RBR é vista como uma oportunidade para expandir o banco de terrenos da empresa e oferecer preços mais acessíveis em comparação com concorrentes que atuam no mesmo segmento.
Com essa nova estratégia, a RBR e a Vita Urbana buscam não apenas atender à demanda por habitação, mas também inovar na forma como os projetos imobiliários são financiados, criando um modelo que pode ser escalável e replicável no futuro.
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