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Argentina anuncia pacote de US$ 2 bilhões para fortalecer reservas e FMI

Banco Central da Argentina adota medidas para aumentar reservas internacionais, incluindo leilão de recompra de até US$ 2 bilhões e mudanças na política monetária.

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O Banco Central da Argentina anunciou um novo pacote de medidas para aumentar as reservas internacionais do país. Isso inclui um leilão de recompra de até 2 bilhões de dólares com bancos estrangeiros, que será realizado em 11 de junho. Essa ação é parte do plano econômico do presidente Javier Milei e busca atender às exigências do empréstimo de 20 bilhões de dólares do FMI, que pede um aumento de 4,4 bilhões de dólares nas reservas líquidas. Além disso, o Banco Central eliminou a taxa de juros de referência, que estava em 29%, e agora o mercado vai definir as taxas. As reservas da Argentina estão em situação negativa, o que torna a economia do país ainda mais desafiadora. O governo também anunciou a emissão de um título de 1 bilhão de dólares e a remoção de controles cambiais que limitavam o acesso a dólares. Um segundo acordo de recompra com credores internacionais pode chegar a 2 bilhões de dólares, sendo fundamental para estabilizar a economia argentina.

O Banco Central da Argentina (BCRA) anunciou um novo pacote de medidas econômicas na segunda-feira, 9, com o objetivo de fortalecer as reservas internacionais do país. A iniciativa inclui um leilão de recompra de até US$ 2 bilhões com bancos estrangeiros, antecipando a revisão do empréstimo de US$ 20 bilhões firmado com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Este acordo exige um aumento de US$ 4,4 bilhões nas reservas líquidas até a primeira avaliação.

Como parte da “Fase 3” do plano econômico do presidente Javier Milei, o leilão de recompra está agendado para 11 de junho, seguindo uma operação semelhante realizada em dezembro, que movimentou US$ 1 bilhão. As reservas argentinas encerraram 2023 em território negativo, o que agrava a situação econômica do país.

Mudanças na Política Monetária

Além do leilão, o BCRA eliminou a taxa de juros de referência, que estava fixada em 29%, transferindo a determinação para o mercado. Essa mudança substitui o regime de metas de inflação por um sistema baseado em agregados monetários, alinhado à flutuação controlada do peso argentino, que atualmente opera entre 1.000 e 1.400 pesos por dólar.

As novas medidas complementam a recente emissão de um título de US$ 1 bilhão e a eliminação de controles cambiais que restringiam o acesso a dólares. O governo argentino reafirmou que não comprará moeda estrangeira no mercado local para cumprir as metas estabelecidas com o FMI.

Expectativas Futuras

O BCRA também anunciou um segundo acordo de recompra com credores internacionais, que pode alcançar US$ 2 bilhões. Essa operação é vista como crucial para atender às exigências do FMI e estabilizar a economia argentina, que enfrenta desafios significativos em meio à crise atual.

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