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Bolsas europeias enfrentam crise de IPOs e perdem espaço para Wall Street

Bolsas europeias lutam por IPOs em meio à queda nas emissões. Estocolmo brilha com a Verisure, enquanto Visma pode ser a próxima.

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As bolsas de valores na Europa estão enfrentando dificuldades para atrair novas empresas para abrir capital. Em 2025, a região deve representar apenas 8% das ofertas públicas iniciais (IPOs) no mundo, bem abaixo da média histórica de 16%. Recentemente, a bolsa de Estocolmo venceu a concorrência para listar a Verisure, uma empresa de segurança avaliada em 20 bilhões de euros. Agora, a atenção se volta para a Visma, uma grande empresa de software da Noruega, que pode abrir capital em 2026, com Amsterdã e Londres como candidatas. As bolsas europeias estão perdendo empresas para Wall Street, onde as condições são mais atraentes. Para melhorar sua competitividade, algumas bolsas, como a Euronext, estão buscando atrair empresas estrangeiras. Apesar dos esforços, o número de IPOs na Europa continua baixo, com Estocolmo liderando em 2025, mas com operações menores do que o esperado. A Bolsa de Londres notou um aumento no interesse de empresas internacionais, mas ainda enfrenta desafios. As bolsas estão ativamente buscando grandes empresas como a Visma para revitalizar seus mercados.

As bolsas de valores europeias estão enfrentando uma intensa competição por listagens de grandes empresas, em um cenário marcado pela escassez de ofertas públicas iniciais (IPOs). Em 2025, a Europa deverá representar apenas 8% das emissões globais, uma queda significativa em relação à média histórica de 16%, conforme dados da Bloomberg.

A disputa por IPOs ganhou destaque com a recente listagem da Verisure, uma empresa de segurança avaliada em €20 bilhões. As bolsas de Estocolmo, Amsterdã, Zurique e Londres concorreram pela listagem, mas a bolsa sueca saiu vitoriosa, impulsionada pela história da empresa no país e pelo apoio de sua comunidade de investidores. Agora, a atenção se volta para a Visma, uma gigante norueguesa de software, que pode abrir capital em 2026, com Amsterdã e Londres como candidatas.

Desafios e Medidas

A Europa tem perdido empresas para Wall Street, onde a liquidez e as avaliações são mais atraentes. Exemplos como a britânica Arm, que se listou em Nova York em 2023, e a sueca Klarna, que planeja um IPO nos EUA, pressionam as bolsas europeias a buscar emissões além de seus mercados locais. Para se tornarem mais competitivas, as bolsas adotaram diversas medidas. A Euronext, que opera em Amsterdã, criou uma equipe internacional em Londres para atrair emissoras estrangeiras. A Bolsa de Londres agora permite que ações em outras moedas integrem os índices FTSE.

Apesar dos esforços, o volume de IPOs na Europa continua modesto. Estocolmo lidera em 2025 com emissões de US$ 1,6 bilhão, enquanto a maior operação do ano arrecadou menos de US$ 1 bilhão. Grandes listagens não apenas geram taxas para as bolsas, mas também atraem investidores internacionais e podem levar à realocação de sedes corporativas, tornando a disputa por IPOs uma questão política.

Perspectivas Futuras

A LSE Group, responsável pela bolsa londrina, observou um aumento no interesse de empresas internacionais, mas enfrenta desafios com migrações, como a da fintech Wise, que planeja uma listagem em Nova York. A Euronext e a Nasdaq sueca afirmam estar ativamente buscando empresas como a Visma, avaliada em €19 bilhões em 2023, para revitalizar seus mercados. Martin Steinbach, responsável pelas operações de IPO da EY na região, enfatiza que “vencer essa disputa por IPOs internacionais é questão de sobrevivência” para as bolsas europeias.

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