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Startups de terras-raras buscam investimento de US$ 1 bilhão no Brasil

Mineradoras brasileiras buscam quase US$ 1 bilhão do BNDES para expandir a produção de terras-raras e reduzir a dependência da China.

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Mineradoras brasileiras estão buscando quase 1 bilhão de dólares em financiamento do BNDES para aumentar a produção de terras-raras, elementos essenciais para tecnologia. O Brasil, que tem as segundas maiores reservas do mundo, vai divulgar uma lista de projetos que poderão receber esse apoio financeiro. As propostas analisadas somam 15 bilhões de dólares e incluem iniciativas para produzir itens como ímãs e baterias. O país quer reduzir a dependência da China, que domina o mercado e impõe restrições à exportação. O diretor do BNDES, Jose Luis Gordon, destacou que o mundo percebeu a necessidade de não depender de um único país. Atualmente, a produção de terras-raras no Brasil é limitada a uma empresa, o Grupo Serra Verde, que já tem contratos com compradores chineses. As mineradoras brasileiras estão tentando se conectar com compradores nos EUA e em outros países, buscando financiamento de baixo custo. A consultoria Wood Mackenzie afirma que os preços dos elementos precisariam dobrar para garantir uma oferta fora da China, e incentivos governamentais podem ser necessários para reduzir os riscos.

Mineradoras brasileiras estão em busca de uma fatia de quase US$ 1 bilhão em financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para aumentar a produção de terras-raras. O Brasil, que possui as segundas maiores reservas do mundo, atrás apenas da China, divulgará na quinta-feira uma lista de projetos estratégicos que poderão receber apoio financeiro.

As propostas analisadas pelo BNDES e pela Finep totalizam US$ 15 bilhões e incluem iniciativas voltadas para a produção de elementos essenciais em tecnologia, como ímãs e baterias. O país busca transformar promessas em realidade, especialmente em um cenário onde a China utiliza sua dominância no setor como ferramenta de negociação comercial. Essa situação levou os EUA e outros países a buscarem fontes alternativas de fornecimento.

Entre as empresas que se destacam estão a Aclara Resources, Viridis Mining and Minerals e Meteoric Resources. Embora o financiamento estatal possa não ser suficiente para viabilizar todos os projetos, o BNDES está aberto a parcerias com instituições internacionais, como a Agência de Cooperação Internacional do Japão, desde que os projetos incluam etapas de refino.

Jose Luis Gordon, diretor do BNDES, afirmou que “o mundo percebeu que não pode depender de um só país”. O Brasil detém 23% das reservas globais de terras-raras, mas sua produção é limitada a uma única empresa, o Grupo Serra Verde, que já possui contratos com compradores chineses. O CEO da Aclara, Ramon Barua, destacou que o Brasil possui um potencial geológico semelhante ao da China, mas com uma abordagem ambientalmente correta.

As tensões comerciais em torno das terras-raras reacenderam o interesse global, especialmente após a implementação de restrições de exportação pela China. O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou um acordo comercial com Pequim que inclui fornecimento de terras-raras. A indústria enfrenta desafios, como a competição com a China no processamento e a necessidade de estabelecer uma referência de preço fora do mercado chinês.

A consultoria Wood Mackenzie estima que os preços precisariam dobrar para garantir uma oferta fora da China. Johann Schimd, chefe de consultoria em metais da Wood Mackenzie, ressaltou que “incentivos, provavelmente por parte de governos, são necessários para ajudar a reduzir esses riscos”. As mineradoras brasileiras buscam se conectar com compradores nos EUA e em outros países ocidentais, apostando na obtenção de financiamento de baixo custo.

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