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Luxo em crise: desafios enfrentados pela marca mais tradicional da Inglaterra

Burberry enfrenta crise e demite 1.700 funcionários, buscando reverter a queda nas vendas e recuperar a identidade da marca no mercado de luxo.

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A Burberry, marca britânica famosa por seus trench coats, anunciou a demissão de 1.700 funcionários em maio de 2025 devido a dificuldades com suas novas coleções e um cenário econômico complicado. A empresa, que se destacou ao fornecer uniformes na Primeira Guerra Mundial e recebeu um Royal Warrant da rainha em 1955, enfrenta desafios no mercado de luxo, que não está mais em alta. Especialistas apontam que fatores como a guerra na Ucrânia e a crise na China impactaram negativamente as vendas. A marca, que perdeu sua identidade ao tentar mudar seu estilo sob a direção de Riccardo Tisci, agora busca focar em seus produtos principais para recuperar a confiança dos consumidores.

A Burberry, marca britânica fundada em 1856 por Thomas Burberry, anunciou a eliminação de 1.700 empregos em maio de 2025. A decisão visa enfrentar uma crise de aceitação de suas novas coleções e um cenário econômico desafiador.

A grife, conhecida pela criação da gabardine e dos trench coats, ganhou notoriedade ao fornecer uniformes para soldados durante a Primeira Guerra Mundial. Em 1955, recebeu seu primeiro Royal Warrant da rainha Elizabeth, solidificando sua imagem de prestígio. No entanto, a situação atual é preocupante.

Roberto Kanter, professor do MBA de Marketing e Gestão Comercial da Fundação Getúlio Vargas, aponta que o mercado de luxo não está mais em alta. Fatores como a guerra na Ucrânia, a crise na China e tarifas dos Estados Unidos contribuíram para um ambiente tenso. A Burberry, segundo Kanter, ficou atrás de outras marcas que oferecem produtos icônicos e acessíveis.

Mudanças na Direção Criativa

A trajetória da Burberry nos anos 2000 foi marcada pela popularização do xadrez-assinatura sob a direção de Christopher Bailey, que aumentou significativamente o faturamento da marca. Contudo, a entrada do designer Riccardo Tisci em 2018 trouxe uma nova linguagem visual que gerou estranhamento entre os consumidores.

Fábio Monnerat, especialista em branding de moda, observa que a marca perdeu sua identidade ao tentar se distanciar do caráter funcional. A busca por um visual mais limpo não se traduziu em sucesso, e a Burberry ainda não encontrou seu caminho sob a direção de Daniel Lee.

Foco nos Produtos Essenciais

Manu Berger, especialista em mercado de luxo, destaca que a Burberry enfrenta uma crise de aceitação de suas novas coleções. A marca agora se compromete a reduzir custos e a se concentrar em seus produtos “core”, buscando recuperar a confiança dos consumidores e a relevância no mercado.

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