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Oferta de galpões logísticos mais que dobra com crescimento do e-commerce

E-commerce brasileiro cresce 10,5% em 2024, impulsionando demanda por galpões logísticos e atraindo investimentos significativos no setor.

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O e-commerce no Brasil cresceu 10,5% em 2024, aumentando a demanda por galpões logísticos, que agora têm uma taxa de vacância de 7,9%, o menor nível já registrado. O faturamento do setor chegou a R$ 204,3 bilhões e a oferta de espaços logísticos mais que dobrou nos últimos cinco anos. A BTG Asset anunciou um investimento de R$ 1 bilhão para construir um galpão em Cajamar, que terá o Mercado Livre como inquilino por 12 anos. Empresas como Shopee e Magazine Luiza também estão expandindo suas operações logísticas, com a Shopee já possuindo 1 milhão de m² de galpões e a Magazine Luiza investindo quase R$ 1 bilhão em logística. A Goodman está revitalizando espaços antigos para atender à demanda por entregas. Apesar do crescimento, o setor enfrenta desafios como a alta dos juros e o aumento dos custos de construção, com os aluguéis em Cajamar subindo 66% desde 2019. O Brasil ainda tem espaço para crescer em termos de galpões logísticos, especialmente em áreas onde há crescimento econômico.

O crescimento do e-commerce no Brasil em 2024, que alcançou 10,5%, está impulsionando a demanda por galpões logísticos. O faturamento do setor atingiu R$ 204,3 bilhões, refletindo um aumento significativo na oferta de espaços logísticos, que mais que dobrou nos últimos cinco anos. A taxa de vacância desses galpões caiu para 7,9%, o menor nível histórico, segundo a consultoria Jones Lang LaSalle (JLL).

O investimento no setor é robusto. A BTG Asset anunciou um novo fundo para construir um galpão em Cajamar, São Paulo, com um investimento de R$ 1 bilhão em um espaço de 742 mil m². O Mercado Livre será o inquilino do novo condomínio, com um contrato de locação de 12 anos. O crescimento do e-commerce, especialmente durante a pandemia, transformou a percepção sobre galpões logísticos, que agora são vistos como plataformas essenciais para a logística moderna.

Expansão do Setor

Empresas como Shopee e Magazine Luiza também estão ampliando suas operações logísticas. A Shopee já possui 1 milhão de m² em galpões no Brasil e recentemente inaugurou um centro de distribuição em Pernambuco. A Magazine Luiza, por sua vez, investiu quase R$ 1 bilhão em logística, criando a Magalog para gerenciar seus centros de armazenamento.

A Goodman, especialista em galpões e data centers, está investindo em áreas estratégicas para a “última milha” da entrega. A empresa revitaliza espaços antigos, como uma antiga fábrica da Rhodia em Santo André, com um investimento de R$ 400 milhões. A demanda por galpões bem localizados e com infraestrutura adequada continua a crescer, mesmo com os desafios econômicos.

Desafios e Oportunidades

Apesar do crescimento, o setor enfrenta desafios, como a alta dos juros e o aumento dos custos de construção. A taxa de vacância baixa e a inflação têm pressionado os preços dos aluguéis, que em Cajamar já alcançam R$ 40 por m², um aumento de 66% desde 2019. O ciclo de investimentos, que leva cerca de dois anos, pode ser afetado pela dificuldade de obter financiamento para novos projetos.

O Brasil, com sua vasta extensão territorial, apresenta oportunidades para a descentralização de galpões logísticos. André Romano, da JLL, destaca que onde houver crescimento econômico, haverá demanda por espaços logísticos. O país ainda está longe de alcançar a densidade de galpões de mercados como o mexicano, que possui mais de 100 milhões de m².

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