O preço do café no Brasil aumentou muito, com o grão torrado e moído subindo quase 100% em um ano e meio. Especialistas dizem que a queda nos preços pode demorar até 2026, dependendo das safras no Brasil e no Vietnã. A inflação e a redução do consumo também estão afetando o mercado. Em maio, os preços subiram 4,6%, e as vendas caíram 16% em abril em comparação com o ano passado. Problemas climáticos e incertezas políticas estão dificultando a situação. A demanda de café na China aumentou muito, o que pressiona ainda mais os preços. Produtores enfrentam desafios, como a falta de café para vender e altos custos de produção, especialmente com fertilizantes. Cafeterias também estão repassando os aumentos aos clientes, com reajustes de 20%. Além disso, a segurança nas propriedades se tornou uma preocupação, com mais casos de roubos e invasões, levando os produtores a investir em segurança.
O preço do café no Brasil tem registrado aumento significativo, com o grão torrado e moído subindo 98,4% em um ano e meio. Especialistas indicam que a queda nos preços pode ocorrer apenas em 2026, dependendo das safras no Brasil e Vietnã. A nova realidade de custos estruturais mais altos impacta o mercado.
Os dados do IPCA mostram que a inflação resultou em 17 altas consecutivas nos preços do café, com um aumento de 4,6% apenas em maio. A Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) aponta que as compras de café caíram 16% em abril em relação ao mesmo mês do ano passado. A oferta reduzida do grão é um dos fatores que sustentam os preços elevados.
Fatores que Influenciam os Preços
Vanusia Nogueira, diretora-executiva da Organização Internacional do Café (OIC), descreve a situação como uma “tempestade perfeita”. Problemas climáticos, como secas e chuvas intensas, e incertezas geopolíticas têm contribuído para a alta. O consumo de café na China, que saltou de 231 mil sacas em 2002 para 2,8 milhões em 2022, também pressiona o mercado.
A expectativa de uma queda nos preços é incerta. Nogueira afirma que correções pontuais podem ocorrer nos próximos meses, mas um retorno aos níveis normais não deve acontecer antes de 2026. A redução dos preços está atrelada às colheitas no Brasil e Vietnã, os maiores produtores do mundo.
Desafios para Produtores e Varejistas
Em Franca (SP), a produtora Bruna Malta destaca que, apesar dos preços altos, a falta de café para venda é um desafio. Os custos de produção já eram elevados antes da alta dos preços, especialmente devido ao aumento no preço dos fertilizantes. Ela observa que a situação depende das floradas e do clima.
Os estabelecimentos que servem café também enfrentam dificuldades. José Tadeu Oliveira, proprietário de uma cafeteria, relata que teve que repassar aumentos aos clientes, com reajustes de 20% no varejo. Apesar da valorização do grão, o lucro não é garantido, e muitos produtores estão utilizando os ganhos para quitar dívidas.
A segurança nas propriedades também se tornou uma preocupação crescente. Com o aumento dos preços, casos de roubos de carga e invasões têm aumentado, levando produtores a investir em segurança. Bruna Malta menciona que a vigilância 24 horas foi implementada para evitar problemas, refletindo a nova realidade do setor.
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