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ANP promove leilão de blocos de petróleo na Foz do Amazonas com bons resultados

ANP leiloa 172 blocos de petróleo, incluindo áreas polêmicas na Foz do Amazonas, enfrentando forte resistência ambiental e ações judiciais.

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A Agência Nacional de Petróleo (ANP) está realizando o quinto ciclo de leilão da Oferta Permanente, oferecendo 172 blocos de petróleo, incluindo áreas polêmicas na Foz do Amazonas, que enfrentam resistência de grupos ambientais e ações judiciais. O leilão abrange 16 setores em cinco bacias, como a Margem Equatorial e a Bacia Potiguar. Das 332 áreas inicialmente disponíveis, 172 receberam propostas de 31 empresas. A Foz do Amazonas, com 47 blocos, é alvo de ações que pedem a suspensão do leilão por preocupações ambientais. A Margem Equatorial é considerada uma nova fronteira de exploração, com um potencial estimado de 10 bilhões de barris de petróleo. O governo espera arrecadar cerca de 600 milhões de reais com as concessões, o que ajudaria a cobrir um déficit orçamentário de 20 bilhões de reais. Organizações ambientais criticam o leilão, apontando riscos significativos, e o Ministério Público Federal já pediu a suspensão da oferta, alegando falta de estudos adequados sobre os impactos. Comunidades locais, como a da APA Ilha de Maiandeua, estão mobilizadas para dialogar sobre seus direitos. O cenário é tenso, com a possibilidade de mais ações legais caso a exploração ocorra sem as devidas autorizações.

A Agência Nacional de Petróleo (ANP) realiza nesta terça-feira, 17, o quinto ciclo de leilão da Oferta Permanente, oferecendo 172 blocos de petróleo. As áreas incluem locais polêmicos na Foz do Amazonas, que enfrentam resistência de movimentos ambientais e ações judiciais.

O leilão abrange 16 setores de exploração em cinco bacias, incluindo a Margem Equatorial e a Bacia Potiguar. A ANP destaca que, dos 332 blocos inicialmente disponíveis, 172 receberam propostas de 31 empresas. A Foz do Amazonas, que concentra 47 blocos, é alvo de diversas ações judiciais que pedem a suspensão da oferta devido a preocupações ambientais.

A Margem Equatorial é vista como uma nova fronteira de exploração, com potencial estimado de 10 bilhões de barris de petróleo. O governo espera arrecadar cerca de 600 milhões de reais com as concessões, um valor que poderia ajudar a cobrir um déficit orçamentário de 20 bilhões de reais.

Polêmicas e Resistências

Organizações ambientais criticam o leilão, apontando riscos socioambientais significativos. O Ministério Público Federal (MPF) já solicitou a suspensão da oferta, alegando falta de estudos adequados sobre os impactos. A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e sindicatos também questionam a legalidade do certame, destacando a ausência de licenciamento do IBAMA.

A diretora do Instituto Internacional Arayara, Nicole Oliveira, expressou preocupação com a falta de análises adequadas sobre as áreas arrematadas. Comunidades locais, como a da APA Ilha de Maiandeua, prometem continuar mobilizadas em busca de diálogo sobre seus direitos, conforme a Convenção 169.

A judicialização do leilão deve aumentar, com o Observatório do Clima se preparando para ações legais caso a exploração ocorra sem as devidas autorizações. O cenário permanece tenso, refletindo a complexidade da relação entre exploração de recursos naturais e proteção ambiental.

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