O Banco Central do Brasil, liderado por Gabriel Galípolo, aumentou a taxa Selic para 15%, a mais alta desde 2006. Essa decisão gerou reações variadas. Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, apoiou a medida, dizendo que faria o mesmo, pois acredita que era necessário para lidar com as incertezas econômicas. Por outro lado, a Confederação Nacional da Indústria criticou o aumento, chamando-o de injustificável e afirmando que isso prejudica a produção. A ministra Gleisi Hoffmann também se mostrou insatisfeita, considerando a decisão incompreensível. Atualmente, a Selic de 15% é a segunda maior taxa real de juros do mundo, perdendo apenas para a Turquia. O Copom indicou que pode interromper o aumento na próxima reunião, marcada para o final de julho.
O Banco Central do Brasil, sob a direção de Gabriel Galípolo, decidiu elevar a taxa Selic para 15%, a mais alta desde 2006. A medida, aprovada pelo Comitê de Política Monetária (Copom), gerou reações diversas no cenário econômico e político.
O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, defendeu a decisão de Galípolo, afirmando que tomaria a mesma atitude. Em entrevista ao site G1, ele destacou que a leitura do momento feita pelo Copom foi correta, considerando as incertezas externas e a moderação no crescimento econômico do Brasil. Campos Neto enfatizou que o ajuste era necessário para reverter expectativas desancoradas.
A decisão, no entanto, não foi bem recebida por setores produtivos. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) criticou o aumento, chamando-o de “injustificável” e afirmando que a alta da taxa de juros e a carga tributária estão sufocando a capacidade produtiva. A CNI também se manifestou contra o aumento do IOF, considerando a ação do Banco Central um contrassenso.
No âmbito político, a ministra Gleisi Hoffmann expressou seu descontentamento, considerando a decisão “incompreensível”. A Selic de 15% representa a segunda pior taxa real de juros do mundo, atrás apenas da Turquia, segundo dados de consultorias. O Copom indicou que, se o cenário se mantiver, pode haver uma interrupção no ciclo de alta na próxima reunião, prevista para o final de julho.
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