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Sucesso em concessões iniciais atrai mais investimentos, revela estudo com 100 mil candidatos

Estudo revela que financiamento inicial aumenta chances de sucesso acadêmico, destacando a necessidade de novas estratégias de apoio a pesquisadores.

O efeito Matthew descreve como cientistas que ganham financiamento para pesquisa no início de suas carreiras têm mais chances de ter sucesso posteriormente. (Foto: malerapaso/Getty)
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Uma nova análise de mais de 100.000 pedidos de bolsas de pesquisa confirmou que o efeito Matthew está presente, mostrando que cientistas que recebem financiamento no início de suas carreiras têm mais chances de sucesso depois. O estudo, publicado em 12 de junho, revelou que 26% dos pesquisadores bem-sucedidos já tinham recebido prêmios anteriormente, em comparação com 15% daqueles que não conseguiram financiamento inicial. A pesquisa, liderada por Vincent Traag da Universidade de Leiden, é a maior do tipo e abrange dados de 14 programas de financiamento em países como Canadá, Reino Unido e Áustria. Os resultados indicam que quem consegue financiamento cedo tende a se candidatar mais a novas bolsas. Thijs Bol, sociólogo da Universidade de Amsterdã, afirmou que a análise mostra como essa desigualdade se perpetua no meio acadêmico. A economista Donna Ginther, da Universidade do Kansas, alertou que essa situação pode desestimular cientistas promissores, prejudicando a sociedade em termos de descobertas científicas. O estudo sugere que os financiadores devem repensar suas estratégias e aumentar as chances de candidatos promissores que não tiveram sucesso anteriormente, em vez de focar apenas em quem já foi contemplado.

Uma nova análise de mais de 100.000 candidaturas a bolsas de pesquisa confirma o efeito Matthew, que sugere que cientistas que recebem financiamento no início de suas carreiras têm mais chances de sucesso posteriormente. O estudo, publicado em 12 de junho na plataforma Figshare, revela que 26% dos pesquisadores bem-sucedidos já haviam conquistado prêmios anteriores, em comparação com apenas 15% daqueles que não obtiveram financiamento inicial.

A pesquisa, liderada por Vincent Traag, da Universidade de Leiden, na Holanda, é a maior do tipo e abrange dados de 14 programas de financiamento em países como Canadá, Luxemburgo, Reino Unido e Áustria. Os resultados indicam que a vantagem inicial se traduz em um ciclo de sucesso, onde aqueles que garantem financiamento cedo tendem a se candidatar mais frequentemente a novas bolsas.

Thijs Bol, sociólogo da Universidade de Amsterdã, destaca que a análise oferece uma visão mais clara sobre os mecanismos que perpetuam essa desigualdade no meio acadêmico. A economista Donna Ginther, da Universidade do Kansas, alerta que essa dinâmica pode desestimular cientistas promissores, resultando em uma perda líquida para a sociedade em termos de descobertas científicas.

O estudo sugere que os financiadores reconsiderem suas abordagens. Traag propõe que um aumento nas taxas de financiamento para candidatos promissores, mas que não obtiveram sucesso anteriormente, poderia ser mais eficaz do que destinar mais recursos àqueles que já foram contemplados. Essa mudança poderia ajudar a equilibrar as oportunidades no campo da pesquisa científica.

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