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Cidades do Nordeste investem milhões em festas juninas mesmo em tempos de crise

Cidades em emergência financeira no Nordeste investem milhões em festas juninas, enquanto o Ministério Público monitora os gastos.

O cantor Wesley Safadão (Foto: Reprodução/Instagram)
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As festas juninas no Nordeste estão recebendo grandes investimentos, mesmo em cidades que enfrentam crises financeiras. Por exemplo, Bom Jesus da Lapa e Quijingue estão gastando milhões em artistas famosos, como Wesley Safadão, que cobra R$ 1,1 milhão por show. Bom Jesus da Lapa, que está em estado de emergência, destinou mais de R$ 2 milhões para sua festa, enquanto Quijingue planeja gastar R$ 5,2 milhões em 26 atrações, o que representa 40% do que gasta com saúde. O Ministério Público está monitorando esses gastos para evitar abusos e criou plataformas para que a população possa acompanhar as despesas. Promotores alertam que cidades em emergência não podem usar recursos federais ou estaduais para festas sem um estudo técnico que comprove a viabilidade orçamentária. Apesar das críticas, prefeituras defendem que as festas ajudam a movimentar a economia local, gerando empregos e atraindo turistas.

O balão de São João sobe e os gastos com atrações musicais nas festas juninas do Nordeste também. Mesmo em situações de emergência financeira, cidades como Bom Jesus da Lapa e Quijingue investem milhões em artistas renomados. O cantor Wesley Safadão, por exemplo, chega a receber R$ 1,1 milhão por apresentação.

Na Bahia, Bom Jesus da Lapa, que enfrenta um decreto de emergência, destinou mais de R$ 2 milhões para o São João deste ano, incluindo a contratação de Safadão. Outras cidades baianas, como Cruz das Almas e Jequié, também figuram entre os maiores gastadores, com R$ 9,5 milhões e R$ 8,9 milhões, respectivamente. As programações incluem artistas de diferentes gêneros, como o DJ Alok, que cobra R$ 750 mil por show.

Monitoramento dos Gastos

O Ministério Público monitora esses gastos para evitar excessos. Plataformas de transparência foram criadas para que a população possa acompanhar as despesas e denunciar irregularidades. Municípios em estado de emergência, como Quijingue, enfrentam crises financeiras e destinam R$ 5,2 milhões para 26 atrações, o que representa 40% dos gastos com saúde.

Quijingue, que também sofre com a seca, não pagou o décimo terceiro de 2024 e enfrenta dificuldades orçamentárias. O município tem um orçamento de R$ 117 milhões, com R$ 13 milhões para saúde e R$ 55 milhões para educação. Em Pernambuco, os gastos com festas juninas já somam R$ 95 milhões, com destaque para Vitória de Santo Antão, que investiu R$ 3,1 milhões.

Normas e Responsabilidade Fiscal

Promotores de Justiça ressaltam que cidades em emergência não podem usar recursos federais e estaduais para as festas. É necessário apresentar um estudo técnico sobre o impacto orçamentário e evitar suplementações. A promotora Rita Tourinho destaca que a fiscalização pela sociedade é crucial para garantir que os recursos sejam utilizados de forma responsável.

As prefeituras defendem que as festas movimentam a economia local, gerando empregos e atraindo turistas. A prefeitura de Vitória de Santo Antão afirmou que o evento foi planejado com responsabilidade fiscal, injetando mais de R$ 23 milhões na economia local.

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