Uma pesquisa recente mostrou que compensar as emissões de gases de efeito estufa das 200 maiores empresas de combustíveis fósseis exigiria reflorestar uma área maior que 24,75 milhões de quilômetros quadrados, o que é inviável. O estudo, feito por Alain Naef da ESSEC Business School, analisou as reservas dessas empresas e estimou suas emissões de dióxido de carbono até 2050. Para compensar essas emissões, seria necessário converter terras agrícolas e urbanas em florestas. Embora a compensação de carbono seja uma solução considerada barata, especialistas afirmam que não deve ser a única estratégia. O estudo também revelou que 95% das empresas teriam uma avaliação ambiental líquida negativa, indicando que seria mais barato parar de extrair combustíveis fósseis do que tentar compensar as emissões. Os pesquisadores destacam a necessidade urgente de reduzir as emissões para combater o aquecimento global e seus impactos.
Uma pesquisa recente revelou que compensar as emissões de gases de efeito estufa das 200 maiores empresas de combustíveis fósseis exigiria reflorestar uma área superior a 24,75 milhões de quilômetros quadrados, maior que toda a América do Norte. O estudo, publicado na *Communications Earth & Environment* em 19 de outubro, foi conduzido por Alain Naef, especialista em economia verde da ESSEC Business School, na França.
Os pesquisadores analisaram as reservas de combustíveis fósseis dessas empresas e estimaram as emissões de dióxido de carbono até 2050. Para compensar essas emissões, seria necessário um reflorestamento colossal, que demandaria a conversão de terras agrícolas e urbanas, tornando essa abordagem inviável. A compensação de carbono, frequentemente adotada por empresas, é vista como uma solução de baixo custo, mas especialistas alertam que não pode ser a única estratégia.
O estudo também avaliou a “valorização ambiental líquida” das empresas, que considera o custo de compensar suas emissões. Com base no custo médio europeu de compensação em 2022, 95% das empresas analisadas teriam uma avaliação ambiental líquida negativa. Isso sugere que seria mais econômico para elas interromper a extração de combustíveis fósseis do que tentar compensar as emissões geradas.
A pesquisa destaca a urgência da redução das emissões para combater o aquecimento global e minimizar os impactos ambientais. Os pesquisadores enfatizam que o debate deve se concentrar na redução efetiva das emissões, em vez de depender exclusivamente de iniciativas de compensação.
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