Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, vai pagar R$ 300 mil ao Banco Central por problemas em operações de câmbio do Santander, onde trabalhou por quase 18 anos. O pagamento deve ser feito em até 30 dias a partir de 2 de junho e não significa que ele admite culpa. O acordo foi feito para seguir normas de boa governança, já que Campos Neto começará um novo trabalho no Nubank em 1º de julho. O valor será uma contribuição ao poder público e, se não for pago no prazo, haverá juros de 1% ao mês e multa de 2%. O Santander disse que está seguindo as regras e melhorando seus controles internos. Campos Neto teve uma carreira importante no banco, onde foi diretor de Tesouraria, antes de assumir o cargo no Banco Central em 2018. O acordo é um contrato que busca resolver a situação sem processos judiciais.
O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, firmou um acordo para pagar R$ 300 mil ao Banco Central devido a falhas em operações de câmbio do Santander, onde trabalhou por quase 18 anos. O pagamento, que não implica admissão de culpa, deve ser realizado em até 30 dias a partir de 2 de junho.
O termo de compromisso menciona a necessidade de compensação por práticas irregulares relacionadas à verificação da legalidade de operações de câmbio e à qualificação de clientes. Campos Neto, por meio de sua defesa, destacou que o acordo é um instrumento legal e não representa confissão de culpa. O advogado Pedro Ivo Velloso afirmou que a decisão foi tomada para atender às normas de boa governança internacional, uma vez que Campos Neto assumirá um novo cargo no Nubank a partir de 1º de julho.
Detalhes do Acordo
O valor acordado será pago como contribuição pecuniária, destinada ao poder público. Caso não seja quitado no prazo estipulado, haverá a aplicação de juros de 1% ao mês e multa de 2%. O Banco Central poderá adotar medidas administrativas e judiciais para garantir o cumprimento do acordo, além de prosseguir com a apuração das infrações.
O Santander, onde Campos Neto atuou como diretor de Tesouraria, afirmou que está em conformidade com as normas brasileiras e boas práticas internacionais. O banco também ressaltou seu compromisso com a melhoria contínua de seus controles internos.
Carreira de Campos Neto
Roberto Campos Neto teve uma longa trajetória no Santander, ocupando cargos significativos, como chefe da área de renda fixa internacional e diretor de Tesouraria. Sua passagem pelo Banco Central começou em 2018, quando foi indicado para o cargo. O termo de compromisso firmado com o Banco Central é um contrato administrativo que visa resolver conflitos sem litígios, sem implicar em sanções penais.
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