A presença de empresas chinesas nas bolsas dos Estados Unidos está diminuindo. Desde 2019, mais de 80 dessas empresas saíram do mercado americano, refletindo tensões políticas entre os dois países. Atualmente, cerca de 275 empresas chinesas ainda estão listadas, mas isso representa menos de 2% do total do mercado. Os IPOs, que são as ofertas públicas iniciais, também mudaram muito. Em 2024, foram apenas 62 IPOs de empresas chinesas, com um valor médio abaixo de 7 milhões de dólares cada. Muitas dessas empresas têm dificuldades para cumprir requisitos básicos, como ter pelo menos 300 acionistas. O último IPO significativo foi da montadora Zeekr, em maio de 2024. Empresas como Alibaba e Baidu, que antes eram símbolos dessa integração econômica, agora são exceções. O Alibaba, por exemplo, representa 30% do valor total das ações chinesas nos EUA. Além disso, não há mais estatais chinesas listadas nas bolsas americanas desde que a China Mobile saiu em 2021. Restrições do governo dos EUA, especialmente durante a administração de Donald Trump, dificultaram a entrada de empresas chinesas no mercado. Em resposta, muitas estão buscando alternativas, como Hong Kong, para suas listagens. O governo chinês também tem imposto limitações às suas empresas que desejam se listar no exterior. A Didi Global, que fez um IPO em 2021, teve que retirar suas ações da Bolsa de Nova York após uma investigação. A varejista Shein cancelou seus planos de IPO por causa do clima político. O modelo usado por muitas empresas chinesas, chamado de VIE, que permite que elas captem recursos fora da China sem perder controle, está sendo cada vez mais criticado nos EUA.
A presença de empresas chinesas nas bolsas dos Estados Unidos, que antes simbolizava uma integração econômica, está em declínio. Desde 2019, mais de 80 companhias chinesas deixaram os mercados americanos, refletindo um aumento nas tensões políticas entre Washington e Pequim. Atualmente, cerca de 275 empresas chinesas permanecem listadas na Nasdaq e na Bolsa de Nova York, representando menos de 2% da capitalização total desses mercados.
Os IPOs de empresas chinesas nos EUA mudaram drasticamente. Em 2024, foram registradas 62 ofertas públicas, com um valor médio de menos de US$ 7 milhões cada. Muitas dessas empresas enfrentam dificuldades para atender ao requisito mínimo de 300 acionistas, um sinal claro de risco elevado. O último grande IPO foi da montadora Zeekr, em maio de 2024, e desde então não houve novas listagens significativas.
Mudanças nas Listagens
Empresas que antes eram ícones dessa integração, como Alibaba, Baidu e JD.com, agora são exceções. O Alibaba, por exemplo, representa 30% da capitalização total das ações chinesas nos EUA. Além disso, pela primeira vez desde os anos 1990, não há estatais chinesas listadas nas bolsas americanas, após a saída da China Mobile em 2021 devido a sanções dos EUA.
As restrições impostas pelo governo americano, especialmente durante a administração de Donald Trump, têm limitado o acesso de empresas chinesas aos mercados de capitais. Parlamentares pressionam a Comissão de Valores Mobiliários (SEC) para restringir ainda mais a presença de empresas ligadas ao governo chinês. Em resposta, muitas companhias chinesas estão buscando alternativas, com Hong Kong se destacando como um novo centro para IPOs.
Desafios e Alternativas
O governo chinês também tem restringido as listagens no exterior de suas empresas estratégicas. A Didi Global, que levantou US$ 4,4 bilhões em um IPO em 2021, foi forçada a retirar suas ações da Bolsa de Nova York após uma investigação. A varejista Shein cancelou planos de IPO devido ao ambiente político desfavorável.
O modelo de estrutura jurídica conhecido como variable interest entity (VIE), utilizado por muitas empresas chinesas, está sob crescente crítica nos EUA. Essa prática permite que empresas de setores restritos na China captem recursos no exterior sem ceder controle direto sobre seus ativos. Diante desse cenário, empresas e investidores se preparam para uma ruptura que, até pouco tempo, parecia impensável.
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