Em maio de 2025, o Brasil registrou um déficit de US$ 2,9 bilhões nas contas externas, superando o déficit de US$ 2,5 bilhões do mesmo mês do ano anterior. No total acumulado em 12 meses, o déficit chegou a US$ 69,4 bilhões, o que representa 3,26% do PIB. A balança comercial ainda teve um saldo positivo, mas o superávit caiu de US$ 7,5 bilhões para US$ 6,6 bilhões, devido a uma leve queda nas exportações e a um aumento de 3,5% nas importações. O déficit na conta de serviços foi de US$ 4,7 bilhões, enquanto os investimentos diretos no Brasil somaram US$ 3,7 bilhões em maio, superando os US$ 3 bilhões do ano passado. As reservas internacionais chegaram a US$ 341,5 bilhões, com um aumento de US$ 670 milhões no mês, impulsionadas por receitas de juros. Dados preliminares de junho mostram que as exportações contratadas estão positivas, mas as importações continuam altas, o que pode manter o déficit no curto prazo.
As contas externas do Brasil apresentaram um déficit de US$ 2,9 bilhões em maio de 2025, conforme divulgado pelo Banco Central. O resultado superou o déficit de US$ 2,5 bilhões registrado no mesmo mês do ano anterior, refletindo um cenário econômico desafiador.
No acumulado de 12 meses, o déficit atingiu US$ 69,4 bilhões, equivalente a 3,26% do PIB. Esse percentual é ligeiramente superior ao de abril, que foi de 3,24%, e mais que o dobro do observado em maio de 2024, quando o déficit era de US$ 29,4 bilhões e representava 1,3% do PIB.
Balança Comercial e Importações
Embora a balança comercial tenha mantido um saldo positivo, o superávit caiu de US$ 7,5 bilhões para US$ 6,6 bilhões na comparação anual. Essa queda se deve a uma leve redução nas exportações, que totalizaram US$ 30,3 bilhões, e a um aumento de 3,5% nas importações, que alcançaram US$ 23,7 bilhões.
O déficit na conta de serviços foi de US$ 4,7 bilhões, com gastos elevados em áreas como propriedade intelectual e telecomunicações. Por outro lado, as despesas líquidas com transportes diminuíram 10,1%, e a conta de serviços culturais passou de um déficit de US$ 465 milhões para um pequeno superávit de US$ 10 milhões.
Investimentos e Reservas
Os investimentos diretos no Brasil somaram ingressos líquidos de US$ 3,7 bilhões em maio, superando os US$ 3 bilhões do mesmo mês do ano passado. No acumulado de 12 meses, esses investimentos totalizaram US$ 70,5 bilhões, representando 3,31% do PIB.
As reservas internacionais fecharam maio em US$ 341,5 bilhões, com um aumento de US$ 670 milhões no mês, impulsionadas principalmente pelas receitas de juros. Dados parciais de junho indicam um saldo positivo nas exportações contratadas, mas as importações continuam em alta, o que pode manter o quadro deficitário no curto prazo.
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