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Escola inova com óleo de coco, espumante de caju e sorvete de farinhada

Joélho Caetano expande produção de sorvete artesanal e enfrenta alta demanda, enquanto outros produtores locais também inovam com insumos regionais.

Joélho Caetano mostra o sorvete de farinhada durante feira em São Paulo (Foto: Natalia Hare/Folhapress)
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Joélho Caetano, um jovem de uma comunidade quilombola no Ceará, começou a fazer sorvete artesanal com ingredientes locais depois de uma viagem a Fortaleza. Ele produz 120 quilos por mês de sorvete de farinhada, que é feito com farinha de mandioca, manteiga da terra, couve e rapadura, e vende pela Bellucci Gelateria. Joélho participou da Escola de Gastronomia Social Ives Dias Branco, que ajuda a valorizar a comida do Ceará. Ele quer aumentar a produção e empregar pessoas da sua comunidade, mas frequentemente fica sem estoque devido à alta demanda. Outros produtores locais também estão inovando. Rojane Alves criou um óleo de coco que ganhou um prêmio em uma feira em São Paulo e quer aumentar sua produção, que atualmente é vendida pelo Instagram. Vicente Monteiro lançou um espumante de caju chamado Cauína, que está fazendo sucesso e ele planeja aumentar a produção de 3.500 para 10 mil garrafas este ano, com a meta de chegar a 100 mil no futuro. Esses empreendedores mostram como os produtos locais podem ser usados para criar novidades e ajudar a economia da região.

Joélho Caetano, um jovem de uma comunidade quilombola no Ceará, começou a produzir sorvete artesanal com ingredientes locais após se inspirar em uma viagem a Fortaleza. Atualmente, ele fabrica 120 quilos mensais de sorvete de farinhada, uma receita que mistura farinha de mandioca, manteiga da terra, couve e rapadura. A produção é totalmente artesanal e vendida pela rede Bellucci Gelateria.

O projeto de Caetano ganhou força após sua participação na Escola de Gastronomia Social Ives Dias Branco, que visa desenvolver a cultura alimentar do Ceará. “Quero conseguir aprimorar a produção com uma pequena indústria e colocar gente da minha comunidade para trabalhar”, afirma. A demanda é alta, e ele frequentemente se vê sem estoque.

Além de Caetano, outros produtores locais também estão inovando. Rojane Alves, por exemplo, desenvolveu um óleo de coco que conquistou o terceiro lugar na categoria sustentabilidade na Natural Tech, feira em São Paulo. Com 50 litros produzidos mensalmente, ela busca expandir sua produção, que atualmente é vendida pelo Instagram.

Vicente Monteiro, por sua vez, criou um espumante de caju chamado Cauína, que se tornou um sucesso. Ele planeja aumentar a produção de 3.500 para 10 mil garrafas este ano. “A gente tem possibilidade para chegar a 100 mil garrafas, mas sabe que é difícil”, destaca. Esses empreendedores mostram como os insumos locais podem ser aproveitados para gerar produtos inovadores e sustentáveis, contribuindo para a economia regional.

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