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Fitch mantém nota de crédito do Brasil em BB e destaca estabilidade econômica

Fitch mantém nota de crédito do Brasil em BB, destacando riscos fiscais e resistência do Congresso a reformas essenciais.

A agência de classificação de risco Fitch manteve a avaliação do Brasil em BB, abaixo do grau de investimento (Foto: Dado Ruvic/REUTERS)
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A Fitch Ratings anunciou que manteve a nota de crédito do Brasil em BB, o que significa que o país ainda está abaixo do grau de investimento. A agência expressou preocupações com o aumento da dívida pública e a dificuldade do Congresso em aprovar aumentos de impostos. A Fitch também alertou sobre os riscos fiscais relacionados às eleições presidenciais de 2026, que podem levar a políticas populistas, especialmente com a queda na aprovação do governo Lula. Embora não se esperem grandes mudanças na política econômica, a instabilidade política pode afetar a confiança dos investidores. A previsão é que a dívida pública atinja 79,3% do PIB em 2025, com um crescimento contínuo. O governo enfrenta desafios para implementar reformas estruturais, e um pacote fiscal apresentado em 2024 aumentou as incertezas no mercado. A Fitch destacou que, apesar de o Brasil ter reservas que ajudam a lidar com choques econômicos, a volatilidade do mercado e as altas taxas de juros continuam sendo riscos para a economia.

A Fitch Ratings anunciou nesta quarta-feira (25) que manteve a nota de crédito do Brasil em BB, permanecendo abaixo do grau de investimento. A agência destacou preocupações com a dívida pública, que continua a crescer, e a resistência do Congresso em aprovar aumentos de impostos.

A avaliação da Fitch reflete um alto nível de endividamento em relação ao PIB, além de rigidez orçamentária e baixas pontuações de governança. A agência também alertou sobre os riscos fiscais associados às eleições presidenciais de 2026, que podem intensificar políticas populistas, especialmente em um cenário de queda na aprovação do governo Lula.

A Fitch observou que as eleições podem impactar o sentimento do mercado e as perspectivas para reformas fiscais essenciais. Embora não se esperem grandes desvios na política econômica, a instabilidade política pode afetar a confiança dos investidores. A previsão é que a dívida pública geral atinja 79,3% do PIB em 2025, com um crescimento contínuo de cerca de 3 pontos percentuais por ano.

O governo Lula enfrenta desafios significativos para aprovar reformas estruturais, com resistência crescente do Congresso. Um pacote fiscal apresentado no final de 2024, que visava abordar questões fiscais, acabou por aumentar as incertezas no mercado. A Fitch também mencionou que a queda no déficit primário federal em 2023 foi pontual e não representa uma melhora estrutural robusta.

A agência de classificação de risco, uma das mais respeitadas globalmente, enfatizou que a capacidade do Brasil de absorver choques econômicos é apoiada por suas reservas e pela estrutura da dívida. Contudo, a volatilidade do mercado e as pressões externas, como a alta das taxas de juros, permanecem como fatores de risco para a economia brasileira.

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