Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Investidores de Wall Street apostam bilhões na compra e expansão de marinas

Investidores buscam modernizar marinas nos EUA, mas enfrentam resistência de comunidades preocupadas com tarifas e acessibilidade.

Marina 'congestionada' em Long Island Sound: iates hoje têm tamanho superior ao de um campo de futebol (Foto: Bloomberg)
0:00
Carregando...
0:00

Jack Brewer observa trabalhadores preparando barcos em uma marina em Mamaroneck, Nova York. Ele começou seu negócio em 1964 e agora possui 30 marinas na costa leste dos EUA. O setor de marinas, que tem cerca de nove mil unidades e gera quase 8 bilhões de dólares por ano, enfrenta desafios com a modernização e a demanda por serviços melhores. Recentemente, grandes investidores, como a Blackstone, compraram marinas para modernizá-las e aumentar os preços, o que preocupa navegadores de menor porte. A Safe Harbor, a maior operadora do setor, comprou as marinas de Brewer em 2017 e foi adquirida pela Blackstone por 5,65 bilhões de dólares. Com a entrada de investidores, o clima descontraído das marinas tradicionais está mudando. A Safe Harbor planeja expandir, mas enfrenta resistência de comunidades locais que temem o aumento das tarifas. Muitos navegadores estão preocupados que a padronização e o aumento de preços afastem a classe média das marinas. A gentrificação no setor é uma preocupação, pois investidores que buscam lucros podem mudar a missão de locais que costumavam ser acessíveis.

Numa manhã chuvosa de primavera, Jack Brewer observa trabalhadores preparando barcos no Long Island Sound. A marina, em Mamaroneck, Nova York, atende embarcações menores, mas sofisticadas. Brewer, que começou seu negócio em 1964, consolidou 30 marinas ao longo da costa leste dos EUA. O setor de marinas, com cerca de nove mil unidades gerando quase US$ 8 bilhões anuais, enfrenta desafios com a modernização e a demanda crescente por serviços de qualidade.

Recentemente, grandes investidores, como a Blackstone, adquiriram marinas, buscando modernizá-las e aumentar os preços. Essa movimentação gerou preocupações sobre a exclusão de navegadores de menor porte. Com a entrada de empresas de Wall Street, o clima descontraído das marinas tradicionais está mudando. A Safe Harbor, maior operadora do setor, comprou as marinas de Brewer em 2017 e foi adquirida pela Blackstone em uma transação de US$ 5,65 bilhões.

Os novos investidores acreditam que podem modernizar as marinas e aumentar os aluguéis, especialmente em um cenário onde a oferta de vagas é limitada. Cerca de 12 barcos competem por cada vaga disponível nos EUA. A Safe Harbor, por exemplo, planeja expandir suas operações, mas enfrenta resistência de comunidades locais preocupadas com o aumento de tarifas e a exclusão de navegadores menos abastados.

A profissionalização do setor também trouxe à tona ineficiências. Mike Melillo, fundador da Dockwa, observou que muitas marinas mantêm preços fixos para reservas de curto prazo, em vez de ajustá-los conforme a demanda. Essa abordagem pode estar atraindo investidores que veem potencial de lucro em melhorias e ajustes de preços. Entretanto, muitos navegadores temem que a padronização e o aumento de tarifas afastem a classe média das marinas.

As preocupações sobre a gentrificação no setor de marinas são evidentes. Investidores como a Blackstone, que normalmente buscam maximizar lucros, podem alterar a missão de locais tradicionalmente acessíveis. A situação é complexa, com um equilíbrio delicado entre modernização e a preservação do acesso para todos os navegadores.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais