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Monte Bravo registra prejuízo de R$ 33 milhões em seu primeiro ano como corretora

Monte Bravo encerra 2024 com prejuízo de R$ 33,1 milhões e levanta questões sobre a viabilidade de seu modelo de corretora.

Filipe Portella e Pier Mattei, cofundadores da Monte Bravo (Foto: Valor)
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A Monte Bravo, uma corretora que começou suas atividades em junho de 2023, teve um prejuízo de R$ 33,1 milhões em 2024, com receitas de R$ 13,3 milhões e despesas totais de R$ 98,7 milhões. As despesas com pessoal foram de R$ 73,2 milhões, e as demais despesas administrativas e tributárias somaram R$ 25,5 milhões. Apesar de ter R$ 45 bilhões em ativos sob custódia, a corretora enfrenta discussões sobre a viabilidade de seu modelo de negócios, especialmente após a divulgação de seu prejuízo. Mensagens nas redes sociais questionaram a solidez da empresa, levando-a a afirmar que as informações eram incorretas. Um dos sócios-fundadores enviou um áudio para esclarecer a situação, destacando que os resultados refletem despesas iniciais e investimentos para crescimento. A Monte Bravo também mencionou ter R$ 128 milhões disponíveis para continuar investindo. A XP, que possui 45% da corretora, realiza a liquidação e custódia das operações, enquanto a Monte Bravo busca se firmar no mercado, mesmo com os desafios financeiros.

A Monte Bravo, corretora que se originou de um escritório de agente autônomo vinculado à XP, encerrou 2024 com um prejuízo líquido de R$ 33,1 milhões. As receitas de intermediação financeira foram de R$ 13,3 milhões, enquanto as despesas totais alcançaram R$ 98,7 milhões.

As despesas com pessoal somaram R$ 73,2 milhões, e as demais despesas administrativas e tributárias totalizaram R$ 25,5 milhões. Com R$ 45 bilhões em ativos sob custódia, a Monte Bravo se destacou como o único escritório da XP a seguir adiante com os planos de se tornar uma corretora, enquanto outros grandes agentes autônomos desistiram.

Debate sobre o Modelo

A divulgação do prejuízo gerou discussões sobre a viabilidade do modelo de corretora. Mensagens apócrifas nas redes sociais levantaram dúvidas sobre a solidez da empresa, levando a Monte Bravo a esclarecer que as informações eram “distorcidas e incorretas”. Um dos sócios-fundadores enviou um áudio à rede de assessores para explicar os números.

A corretora ressaltou que os resultados refletem despesas iniciais e investimentos estratégicos planejados para a expansão. A empresa também destacou sua robusta posição de liquidez, com R$ 128 milhões disponíveis para continuar investindo em soluções financeiras e na atração de novos talentos.

Parceria com a XP

A XP detém 45% da Monte Bravo, que opera como uma corretora “light”, onde a liquidação e custódia das operações são realizadas pela XP, uma corretora “full”. Desde seu início em junho de 2023, a Monte Bravo tem buscado se consolidar no mercado, mesmo diante dos desafios financeiros enfrentados em seu primeiro ano de operação.

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